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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou publicamente que um cessar-fogo imediato no conflito na Ucrânia é impossível e representa um "caminho para lugar nenhum". A posição, detalhada em diversas aparições recentes, sustenta que qualquer acordo deve, em primeiro lugar, garantir as condições de segurança da Rússia e resolver as "causas originais do conflito".
Lavrov foi enfático ao rejeitar um cessar-fogo "fraco", argumentando que tal medida seria explorada pelo Ocidente para rearmar a Ucrânia, perpetuando assim o conflito a longo prazo. Ele defende a necessidade de "acordos legais finais" que garantam de forma irrevogável a segurança da Federação Russa e os interesses legítimos de seus vizinhos. Em suas palavras, "se simplesmente pararmos, isso significará esquecer as causas originais do conflito".
Estas declarações surgem num momento de impasse nos preparativos para uma nova cimeira entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump, inicialmente planeada para Budapeste. A reunião de preparação entre Lavrov e o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi adiada, com fontes a citarem expectativas divergentes sobre o fim da invasão russa. Enquanto o Kremlin descreveu o contacto entre os diplomatas como uma "discussão construtiva", fontes norte-americanas indicaram que a posição russa permanece "maximalista".
Lavrov insiste que a Rússia está aberta a negociações, mas estas devem abordar o que Moscovo define como as raízes do conflito. As exigências russas centrais incluem:
O chanceler já referiu que "frequentemente, mudanças territoriais são um componente essencial na resolução de conflitos" , indicando que a consolidação dos ganhos territoriais russos é ponto fundamental para qualquer acordo.
Do outro lado, líderes europeus da chamada "coligação da vontade" – incluindo França, Alemanha e Reino Unido – mobilizam-se para fazer descarrilar um eventual acordo entre Trump e Putin que não contemple os termos de Kiev. Estes defendem que a paz só pode ser alcançada com a retirada das tropas russas e através de garantias de segurança que não dependam do aval de Moscovo. Esta oposição dificulta a materialização do "comboio da paz" russo-americano.
Enquanto as negociações diplomáticas permanecem bloqueadas, os combates no terreno continuam. As posições de Lavrov deixam claro que, apesar da pressão internacional, Moscovo não aceitará um simples congelamento do conflito nas linhas atuais sem um tratado que assegure os seus objetivos de segurança e territoriais.
Com informações de CNN Portugal, Novo Jornal, O Globo, G1, RTP, Rádio Renascença, Folha, CNN Brasil. ■