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A Federação Russa decidiu suspender as exportações de petróleo do Cazaquistão destinadas à Alemanha através do oleoduto Druzhba a partir de 1º de maio, de acordo com informações exclusivas divulgadas nesta terça-feira por três fontes do setor industrial que falaram à agência Reuters sob condição de anonimato. As mesmas fontes indicaram que um cronograma de exportação revisado já foi enviado tanto ao Cazaquistão quanto à Alemanha, sinalizando que a decisão já está em processo de implementação pelas autoridades russas.
A possível interrupção representa um novo capítulo na turbulenta relação energética entre Berlim e Moscou, que já vinha sendo desgastada desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, e agora ganha contornos ainda mais críticos em um momento de instabilidade nos fluxos de energia do Oriente Médio devido ao conflito envolvendo o Irã. A medida russa adiciona uma camada extra de incerteza ao já delicado tabuleiro do abastecimento de combustível na maior economia europeia, que tenta se reconfigurar após décadas de forte dependência dos hidrocarbonetos russos.
O governo alemão, que ainda não emitiu uma resposta oficial imediata aos pedidos de comentários, tem buscado, desde o início da guerra na Ucrânia, diversificar suas fontes de energia. No entanto, a suspensão do petróleo cazaque, que se tornou uma importante alternativa desde a paralisação das remessas diretas da Rússia em 2022, representa um duro golpe nessa estratégia. A nova crise energética se sobrepõe a outras interrupções recentes causadas por ataques de drones ucranianos contra seções russas do oleoduto, que já vinham prejudicando a regularidade do fornecimento.
Do lado russo, as reações oficiais foram ambíguas. O Ministério da Energia da Rússia não respondeu de imediato aos pedidos de esclarecimento, e o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que não tinha conhecimento sobre a decisão. “Não sei disso. É necessário entrar em contato com nossas respectivas empresas. Vamos tentar verificar a situação”, afirmou Peskov em sua coletiva de imprensa diária, sugerindo que Moscou investigaria o caso.
Em contrapartida, a operadora do oleoduto na Polônia, a PERN, sinalizou que está preparada para transportar petróleo para os acionistas não russos da refinaria de Schwedt através do porto de Gdansk, caso seja solicitada. Os atuais acionistas da refinaria incluem a Rosneft (Rússia), a Shell (Reino Unido) e a Eni (Itália), o que demonstra a complexa teia de interesses envolvida na operação.
Para o Cazaquistão, a suspensão representa não apenas uma perda de receita de exportação — estimada em potencial cifra superior a US$ 120 milhões por mês —, mas também um alerta sobre os riscos de sua dependência da infraestrutura russa para escoar sua produção de petróleo. Astana já manifestou interesse em explorar rotas alternativas, incluindo mercados asiáticos, como forma de mitigar futuros abalos em sua segurança energética. As informações são da agência Reuters e foram repercutidas por diversos veículos de imprensa ao redor do mundo, incluindo o norte-americano Yahoo Finance, o indiano ThePrint, o ucraniano Ukrinform, o chinês Tencent News (QQ.com) e o cazaque Orda.kz, que detalhou os possíveis impactos econômicos para o país.
Com informações de Reuters, ThePrint, WION, Yahoo Finance, Ukrinform, Orda.kz, LIGA.net, Global Banking and Finance Review, Iz.ru, QQ.com, EUALive.net, Edgen.Tech, NewsUkraine.rbc.ua, United24Media, Interfax, Sigmalive, Biz.Liga.net, Marketscreener, Orda.kz, Petronoticias, UOL, Euronews, Investing.com, O Tempo, O Cafezinho, Petronoticias, KazTag, Business Insider ■