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Rússia convoca embaixador de Israel e exige investigação após ataque a jornalistas da RT no Líbano
Ministério das Relações Exteriores russo protesta formalmente contra bombardeio que feriu repórter e cinegrafista; jornalistas acusam ataque deliberado, enquanto Israel afirma que não tem civis como alvo
Leste Europeu
Foto: https://www.riosdenoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/03/explosao-missil-jornalista.gif
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■   Bernardo Cahue, 20/03/2026

O governo da Rússia convocou nesta sexta-feira (20) o embaixador de Israel em Moscou, Oded Joseph, para apresentar um protesto formal e exigir explicações sobre o ataque que feriu dois jornalistas da emissora estatal russa RT no sul do Líbano. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia, que classificou o incidente como uma grave violação do direito internacional.

O ataque ocorreu na quinta-feira (19), quando o correspondente-chefe da RT no Líbano, Steve Sweeney, e o cinegrafista Ali Rida cobriam os bombardeios israelenses na região. Eles estavam próximos a um dos acessos da ponte de Qasmiyeh, sobre o rio Litani, quando um míssil explodiu a poucos metros de onde se encontravam. O momento foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, mostrando os repórteres vestindo coletes com a identificação "Press".

De acordo com as informações consolidadas, os principais pontos sobre o caso são:

  • Convocatória diplomática: O embaixador Oded Joseph esteve cerca de 30 a 40 minutos na sede do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, onde foi informado da exigência russa por uma investigação "exaustiva" e garantias de que incidentes semelhantes não se repetirão.
  • Acusação de ataque deliberado: A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que o ataque foi "deliberado e dirigido", destacando que os jornalistas estavam claramente identificados e não havia instalações militares nas proximidades do local.
  • Versão de Israel: Em resposta, o Exército israelense afirmou que as forças atuaram em conformidade com o direito internacional e que os ataques não visam civis ou jornalistas. Israel justificou as operações na região como necessárias para atingir alvos do Hezbollah, alegando que alertas prévios foram emitidos para minimizar danos a civis.

Os jornalistas feridos, Steve Sweeney e Ali Rida, foram hospitalizados com ferimentos leves causados por estilhaços e já receberam alta. Sweeney, que é britânico, declarou publicamente não ter dúvidas de que o ataque foi intencional, afirmando que as forças israelenses tentaram assassinar sua equipe enquanto cumpriam seu dever de informar sobre o deslocamento forçado de civis na região.

O contexto dos ataques se insere na escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah, com apoio dos Estados Unidos e envolvimento do Irã. Desde o início das hostilidades recentes, o governo libanês já contabiliza quase mil mortos, a maioria civis, além de um número crescente de deslocados. Organizações de defesa dos direitos da imprensa, como o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), reiteraram que atacar profissionais da imprensa constitui uma violação do direito internacional.

Com informações de G1, EFE, AFP, CNN Brasil, teleSUR, RFI, El Universal, Hispantv, Swissinfo e La Jornada ■

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