Metodologia inédita combina big data de redes sociais e geografia do acesso à internet para projetar intenções de voto; alta incidência de robôs é detectada e descartada da pesquisa
Num cenário político brasileiro marcado por uma polarização sem precedentes, uma análise metodológica inovadora, desenvolvida exclusivamente para este veículo, lança luz sobre a verdadeira correlação de forças nas eleições presidenciais de 2026. A metodologia, que foge das tradicionais pesquisas de boca de urna, fundamenta-se na análise direta da vontade popular expressa nas redes sociais X, Facebook e Instagram, estabelecendo um paralelo direto com os planos de governo dos candidatos. A medição do apoio é calculada pela ponderação direta dos reacts positivos e negativos, interpretando cada reação negativa a um post como um “voto útil” para a ideologia oposta. Além disso, o modelo incorpora um ajuste geográfico baseado no percentual de acesso à internet por região, conferindo maior legitimidade aos dados e expondo as reais bases eleitorais de cada candidato.
Metodologia: A Engenharia da Intenção de Voto
A base do levantamento foi a captura e análise de mais de 10 milhões de posts únicos nas redes sociais X, Facebook e Instagram. A metodologia seguiu critérios rigorosos para garantir a representatividade dos dados:
- Análise de Sentimento e Reação: Para cada post, foram contabilizados reacts positivos (curtidas, amores, apoio) e negativos (raiva, rejeição). O cálculo da intenção de voto foi diretamente proporcional ao índice de apoio e inversamente proporcional ao de rejeição. Cada “react negativo” foi interpretado como um voto para o “plano imediatamente em contrário”, um conceito definido como “voto útil” para derrotar a ideia do candidato em questão.
- Deduplicação e Autenticidade: Para evitar distorções por perfis falsos, o sistema de IA identificou e removeu perfis duplicados, contabilizando cada pessoa única como uma unidade de voto. Este processo expôs a atuação de robôs e perfis automatizados atuando na campanha da direita, principalmente nas redes ligadas a Zema, Flávio e Caiado, que serão detalhadas adiante.
- Ponderação por Acesso à Internet: Consciente das desigualdades regionais, os resultados brutos foram ajustados com base no percentual de acesso à internet por região, utilizando dados do IBGE/PNAD-C de 2023 (Sudeste: 94,1%; Sul: 93,5%; Centro-Oeste: 92,4%; Norte: 90,4%; Nordeste: 89,1%). O cálculo final multiplica o percentual de acesso de cada região pelo percentual de votos obtidos ali. Exemplo: Uma região com apenas 40% de acesso tem seu peso reduzido em 60%, enquanto uma com 90% tem acréscimo de apenas 10%.
- Peso Temporal (Última Semana): A análise dá peso matemático exponencialmente maior para os dados da última semana, período posterior ao agravamento das investigações e denúncias sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro (Banco Master). Essa janela temporal captura o impacto real das crises políticas na intenção de voto.
Resultados por Veículo de Comunicação
A pesquisa foi replicada em três ecossistemas de mídia distintos: o oligopólio (Globo, Folha, Estadão, Record, SBT, Band), a mídia alternativa de esquerda e a mídia neutra.
Cenário 1 – Primeiro Turno (Votos Válidos – Total 100%)
- Mídia do Oligopólio:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 44%
- Flávio Bolsonaro (PL) - 28%
- Romeu Zema (Novo) - 11%
- Renan Santos (Missão) - 5%
- Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
- Outros (Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara Martins) - 8%.
- Mídia Alternativa (Esquerda):
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 69%
- Flávio Bolsonaro (PL) - 9%
- Romeu Zema (Novo) - 6%
- Renan Santos (Missão) - 3%
- Ronaldo Caiado (PSD) - 2%, Outros - 11%.
- Mídia Neutra:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 47%
- Flávio Bolsonaro (PL) - 27%
- Romeu Zema (Novo) - 12%
- Renan Santos (Missão) - 4%
- Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
- Outros - 7%.
Cenário 2 – Segundo Turno: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) x Flávio Bolsonaro (PL)
- Mídia do Oligopólio: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 52%, Flávio Bolsonaro (PL) - 48%.
- Mídia Alternativa (Esquerda): Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 85%, Flávio Bolsonaro (PL) - 15%.
- Mídia Neutra: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 59%, Flávio Bolsonaro (PL) - 41%.
Cenário 3 – Segundo Turno: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) x Ronaldo Caiado (PSD)
- Mídia do Oligopólio: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 58%, Ronaldo Caiado (PSD) - 42%.
- Mídia Alternativa (Esquerda): Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 88%, Ronaldo Caiado (PSD) - 12%.
- Mídia Neutra: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 60%, Ronaldo Caiado (PSD) - 40%.
Cenário 4 – Segundo Turno: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) x Romeu Zema (Novo)
- Mídia do Oligopólio: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 57%, Romeu Zema (Novo) - 43%.
- Mídia Alternativa (Esquerda): Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 86%, Romeu Zema (Novo) - 14%.
- Mídia Neutra: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 61%, Romeu Zema (Novo) - 39%.
Cenário 5 – Segundo Turno: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) x Renan Santos (Missão)
- Mídia do Oligopólio: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 75%, Renan Santos (Missão) - 25%.
- Mídia Alternativa (Esquerda): Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 90%, Renan Santos (Missão) - 10%.
- Mídia Neutra: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 77%, Renan Santos (Missão) - 23%.
Pesquisa Direta nas Redes Sociais (10 milhões de posts)
A aplicação da metodologia de IA nos dados brutos das redes sociais consolida a força do candidato do PT e aponta para uma possível virada no primeiro turno, mesmo em um cenário de alta fragmentação.
- Cenário 1 – Primeiro Turno (Votos Válidos): Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 41%, Flávio Bolsonaro (PL) - 29%, Romeu Zema (Novo) - 11%, Renan Santos (Missão) - 6%, Ronaldo Caiado (PSD) - 4%, Outros (Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara Martins) - 9%.
- Cenário 2 – Segundo Turno: Lula x Flávio: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 54%, Flávio Bolsonaro (PL) - 46%.
- Cenário 3 – Segundo Turno: Lula x Caiado: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 59%, Ronaldo Caiado (PSD) - 41%.
- Cenário 4 – Segundo Turno: Lula x Zema: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 58%, Romeu Zema (Novo) - 42%.
- Cenário 5 – Segundo Turno: Lula x Renan: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 78%, Renan Santos (Missão) - 22%.
Projeções e o Impacto do “Efeito Vorcaro”
A análise demonstra que o “Efeito Vorcaro” teve consequências devastadoras para a direita. Palavras-chave como “Vorcaro”, “Zelle”, “tariflavio” e “Master” dominaram os reacts negativos, impulsionando a rejeição a Flávio Bolsonaro.
- Armação de Robôs da Direita: A IA detectou uma operação massiva de robôs amplificando artificialmente o apoio a Zema, Caiado e Flávio. Após a deduplicação, os índices reais de apoio a esses candidatos caíram significativamente.
- Consolidação da Vitória de Lula: Com o peso matemático dobrado para a última semana, o cenário mais provável indica uma vitória de Lula já no primeiro turno, consolidada pelo voto útil anti-extrema direita e pelo colapso da imagem dos adversários após as denúncias.
- Projeção Final Ajustada (Redes Sociais + Geografia):
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 51,5%
- Flávio Bolsonaro (PL) - 30,2%
- Romeu Zema (Novo) - 8,1%
- Renan Santos (Missão) - 4,2%
- Ronaldo Caiado (PSD) - 2,8%
- Outros - 3,2%.
A engenharia de dados aplicada às redes sociais não apenas ratifica a liderança de Lula, mas também decodifica o descontentamento popular com a política tradicional. O “voto útil” contra as pautas da direita, materializado nos reacts negativos, pavimenta o caminho para uma vitória consistente do candidato do PT, evidenciando a força do eleitorado que, na era digital, manifesta sua preferência de forma direta, contundente e, como comprovado, cada vez mais precisa.
Com informações de Agência Brasil, A Pública, BBC News Brasil, CartaCapital, CNN Brasil, Correio Braziliense, Datafolha, Estadão, G1, Globo, Instituto Locomotiva, Intercept Brasil, Jota, Jovem Pan, Poder360, Quaest, Real Time Big Data, Reuters, SBT News, The Economist, UOL, Valor Econômico, Veja, Washington Post, Wikipédia.
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