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Morre Mino Carta, fundador de Carta Capital e Isto É
Jornalista ítalo-brasileiro deixou legado como um dos maiores nomes da imprensa brasileira e foi criador de publicações icônicas como Veja, Isto É e Quatro Rodas
Cidades
Foto: https://otempo.scene7.com/is/image/sempreeditora/brasil-mino-carta-luto-1756811931?qlt=90&ts=1756812186670&dpr=off
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■   Bernardo Cahue, 02/09/2025

O jornalista Mino Carta, fundador da revista Carta Capital e uma das referências do jornalismo brasileiro, faleceu nesta terça-feira (2) aos 91 anos. A morte foi confirmada pela própria revista, que informou que ele estava internado há duas semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, lutando contra problemas de saúde.

Nascido em Gênova, Itália, em 1933, Mino Carta mudou-se para São Paulo em 1946. Iniciou seus estudos na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas abandonou o curso para dedicar-se ao jornalismo. Sua carreira começou em 1950, quando escreveu artigos sobre a Copa do Brasil para jornais italianos, substituindo seu pai, que não gostava de futebol.

Trajetória no Jornalismo:

  • Em 1960, assumiu a direção da revista Quatro Rodas, uma das primeiras publicações dedicadas ao automóvel no país.
  • Foi editor da revista Veja no seu lançamento, em 1968, e atuou como diretor de redação até 1976.
  • Fundou a revista Isto É em 1976, com passagens à frente da publicação entre 1976-1981 e 1988-1993.
  • Criou o Jornal da Tarde em 1966, considerado revolucionário pela sua linguagem e diagramação.
  • Em 1994, fundou a Carta Capital, revista que dirigiu até seus últimos dias e que se tornou referência em jornalismo crítico.

Mino Carta também foi conhecido por sua relação próxima com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo publicado a primeira grande entrevista com o líder sindical em 1978. Sua trajetória foi marcada pela defesa intransigente da democracia e pela crítica aos abusos de poder, inclusive durante a ditadura militar.

Além da carreira jornalística, dedicou-se à literatura, com obras como O Castelo de Âmbar (2000) e A Sombra do Silêncio (2003), que misturam memórias pessoais e reflexões filosóficas.

Repercussão:

Personalidades públicas lamentaram sua morte. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que Mino Carta "dedicou toda sua vida à criação e ao desenvolvimento de publicações que fizeram história na imprensa brasileira". O presidente Lula, em nota, expressou tristeza e lembrou da amizade de mais de 50 anos com o jornalista.

O velório ocorrerá no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo.

Com informações de: Quatro Rodas, Wikipedia, Brasil de Fato, G1, CartaCapital – Wikipédia. ■

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