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O dólar à vista registrou alta frente ao real nesta terça-feira (14/08), seguindo tendência de fortalecimento global da moeda americana. O movimento ocorreu após a divulgação de dados de inflação mais fortes que o esperado nos Estados Unidos, que levaram o mercado a revisar para baixo as expectativas de cortes agressivos na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed).
O Ãndice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,37%, atingindo 98,205 pontos. Esse movimento reflete uma correção das expectativas excessivamente otimistas em relação ao ciclo de afrouxamento monetário que havia ganhado força no inÃcio da semana.
Os principais fatores por trás dessa movimentação cambial incluem:
Especialistas destacam que, apesar do movimento de alta recente, a trajetória de mais longo prazo ainda pode ser de enfraquecimento do dólar. Economistas consultados pelos veÃculos citados projetam que o DXY pode cair para 95 pontos até dezembro, impulsionado por desaceleração econômica nos EUA e perda de pujança do mercado de trabalho.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos tem funcionado como um amortecedor para o real, explicando por que a moeda brasileira foi menos impactada que outras divisas emergentes. Enquanto a Selic se mantém em patamares elevados, o Fed sinaliza cautela no processo de flexibilização monetária.
No exterior, o dólar registrou ganhos expressivos contra várias moedas: 0,68% ante o peso colombiano, 1,06% contra o peso mexicano e 1,34% frente ao peso chileno. Esse movimento generalizado reflete um aumento na aversão ao risco global e a revisão das expectativas sobre a polÃtica monetária americana.
Analistas do banco ING destacaram em nota que, apesar do fortalecimento recente, "a tendência permanece inequivocamente negativa para o dólar" no médio prazo, especialmente considerando os comentários do Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que alimentaram expectativas de um banco central mais favorável ao afrouxamento monetário.
Com informações de: Valor Econômico, Einvestidor.Estadao, Agência Brasil, UOL Economia, Folha de S.Paulo, XPI Economia
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