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Ataques isquís matam 21 palestinos em Gaza; passagem de Rafah para pacientes é fechada novamente
Após reabertura temporária, cruzamento vital para evacuados médicos é interrompido após novos bombardeios, agravando crise humanitária
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 04/02/2026

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Novos ataques israelenses na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos 21 pessoas neste período, segundo informe do governo local controlado pelo Hamas. Os bombardeios atingiram múltiplas áreas do território palestino, intensificando o custo humano de uma guerra que já dura meses.

Em desenvolvimento paralelo e com grave impacto humanitário, a travessia de Rafah, que liga Gaza ao Egito, teve novamente a passagem de pacientes interrompida. Apesar da reabertura limitada realizada na segunda-feira (2), a primeira desde o início do conflito, o fluxo de feridos e doentes graves que buscavam tratamento médico no exterior foi suspenso após os recentes ataques.

O fechamento da passagem representa um revés crítico para milhares de palestinos que dependem de evacuação médica urgente. A situação nos hospitais de Gaza é descrita como catastrófica, com falta de medicamentos, equipamentos e energia.

Contexto da Travessia de Rafah:

  • A passagem de Rafah é o único ponto de saída da Faixa de Gaza que não é controlado por Israel.
  • Sua operação depende de coordenação entre Egito, Israel e a autoridade palestina na fronteira.
  • A reabertura limitada na segunda-feira permitiu a saída de um número não divulgado de pacientes e estrangeiros, além da entrada de alguma ajuda humanitária.
  • O fechamento repentino ilustra a volatilidade e as dificuldades logísticas e políticas em manter corredores humanitários ativos durante os combates.

Consequências Imediatas:

  1. Crise Médica Agravada: Pacientes em estado grave, incluindo crianças e vítimas de guerra, têm suas chances de sobrevivência reduzidas.
  2. Acúmulo de Corpos: A interrupção também dificulta a saída de corpos de palestinos com dupla cidadania para sepultamento no exterior.
  3. Isolamento Total: A população de Gaza fica ainda mais enclausurada, sem rotas de fuga seguras durante os bombardeios.
  4. Pressão Internacional: A interrupção deve aumentar a pressão sobre as partes envolvidas e a comunidade internacional para garantir passagens humanitárias estáveis.

O governo israelense, que iniciou a campanha militar em resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro, afirma que seus alvos são infraestruturas e militantes do grupo, acusando-o de se esconder entre a população civil. Organizações humanitárias, no entanto, reiteram que o custo para os não-combatentes é intolerável e exigem um cessar-fogo imediato.

Com informações de: Al Jazeera, BBC News Brasil, Reuters, Agência France-Presse ■

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