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Ataque a ônibus em Jerusalém deixa seis mortos e dezenas de feridos
Dois atiradores abriram fogo em ponto de ônibus movimentado; Hamas elogiou ação, mas não reivindicou autoria
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 08/09/2025

Pelo menos seis pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas em um ataque a tiros contra um ônibus e uma parada no cruzamento de Ramot, na entrada norte de Jerusalém, nesta segunda-feira (8). Entre os feridos, seis estão em estado grave. Os atiradores foram neutralizados por um soldado e um civil armado que estavam no local.

Segundo a polícia israelense, dois homens armados chegaram de carro e abriram fogo contra passageiros dentro do ônibus e pessoas que aguardavam na parada. Foram encontradas com os agressores diversas armas, munições e uma faca.

As vítimas fatais incluem:

  • Um homem de 50 anos
  • Uma mulher na casa dos 50 anos
  • Três homens na faixa dos 30 anos
  • Outra vítima não identificada inicialmente

Entre os feridos está uma mulher grávida.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou o local e declarou que o país "está lutando uma grande guerra contra o terrorismo em todas as frentes". Ele cancelou compromissos previstos para esta segunda-feira, incluindo uma audiência judicial relacionada a processos de corrupção contra ele.

Embora nenhum grupo tenha assumido a autoria do ataque, o Hamas emitiu comunicado elogiando a ação e classificando-a como "uma resposta natural aos crimes da ocupação e ao genocídio" em Gaza. O Jihad Islâmico também celebrou o atentado, mas não o reivindicou.

O ataque é o mais mortal em Jerusalém desde novembro de 2023, quando um ataque similar matou três pessoas na cidade. Ele ocorre em um contexto de escalada de violência na região após os ataques do Hamas em outubro de 2023 e a guerra em Gaza.

Em resposta, forças israelenses cercaram aldeias palestinas nos arredores de Ramallah, na Cisjordânia, em busca de possíveis cúmplices. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, prometeu que um "poderoso furacão atingirá os céus da Cidade de Gaza".

Com informações de: Vatican News, G1, BBC, Agência Brasil, CNN Brasil, UOL, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, InfoMoney, O Globo

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