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Trump é retirado às pressas de jantar de correspondentes da Casa Branca após sons de tiros
Evento anual em Washington é interrompido por disparos; presidente e comitiva são evacuados pelo Serviço Secreto, e suspeito é contido no local
America do Norte
Foto: https://www.mixvale.com.br/wp-content/uploads/2026/04/veja-o-momento-que-o-presidente-trump-e-retirado-sob-tiros-em-jantar-no-hotel-hilton.jpg
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■   Bernardo Cahue, 26/04/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas na noite deste sábado (25) do Jantar de Correspondentes da Casa Branca, realizado no Washington Hilton, após a ocorrência de sons que testemunhas descreveram como disparos de arma de fogo. O incidente, que gerou momentos de pânico generalizado entre os cerca de 2,6 mil convidados, levou ao lockdown do local e culminou na prisão de um suspeito pelas forças de segurança.

De acordo com relatos de agentes do Serviço Secreto que atuavam na segurança do evento, foram ouvidos gritos de "tiros disparados" momentos antes da equipe de proteção presidencial entrar em ação. Imagens captadas no local mostram agentes de terno sacando suas armas e formando um cordão de isolamento ao redor da mesa principal, onde estavam Trump, a primeira-dama Melania Trump, a secretária de imprensa Karoline Leavitt e o vice-presidente J.D. Vance.

O correspondente da BBC, Bernd Debusmann Jr., que estava no interior do salão, relatou que os agentes do Serviço Secreto chegaram a afirmar pelo rádio que um atirador já estava sob custódia. A confusão foi tamanha que pool de jornalistas que acompanha o presidente presenciou agentes pulando sobre mesas para alcançar e evacuar rapidamente o diretor do FBI, Kash Patel, e outros altos funcionários do governo.

Testemunhas oculares ouvidas pela imprensa americana relataram ter escutado pelo menos quatro ou cinco disparos ecoando pelo saguão e nas áreas próximas ao grande salão de banquetes. O estampido imediato fez com que centenas de convidados, entre jornalistas, políticos e celebridades, se jogassem no chão e se protegessem embaixo das mesas, em uma cena de caos generalizado. O The Washington Times noticiou agentes do Serviço Secreto gritando "tiros disparados" enquanto vasculhavam o local.

A retirada, que durou apenas alguns segundos, foi coordenada pela equipe de contra-assalto do Serviço Secreto, que posicionou agentes no palco com armas longas apontadas para os fundos do salão. A evacuação não se restringiu apenas ao presidente: membros do gabinete como o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Estado, Marco Rubio, também foram apressadamente conduzidos para fora do recinto.

Esta é a primeira vez que Trump comparece ao jantar como presidente. O republicano sempre manteve uma relação conflituosa com a imprensa, frequentemente classificando veículos tradicionais como "fake news". A presença do mandatário no evento já era cercada de polêmica, com protestos de manifestantes do lado de fora do hotel e um movimento de jornalistas pedindo uma postura mais firme contra os ataques à liberdade de imprensa.

Após ser levado a um local seguro, Donald Trump usou suas redes sociais para comentar o episódio. Em sua publicação, o presidente agradeceu a atuação das forças de segurança e confirmou que o atirador foi detido.

"Que noite! O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura. O atirador foi detido e eu recomendei que 'deixássemos o show continuar', mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais", escreveu Trump, adicionando que, independentemente da decisão das autoridades sobre o prosseguimento do evento, "a noite será muito diferente do planejado e, simplesmente, teremos que fazer tudo de novo".

A porta-voz da Associação de Correspondentes da Casa Branca informou que, passado o susto, a programação do jantar seria retomada em breve, ainda que sem a presença das principais autoridades do governo. A decisão final, no entanto, ficaria a cargo do Serviço Secreto, que inicialmente se opôs ao retorno do presidente ao salão para evitar riscos adicionais.

Apesar do susto generalizado, as agências de notícias internacionais, como a Associated Press (AP) e a CNN, confirmaram que não houve feridos entre os presentes, nem mesmo registros de vítimas decorrentes dos disparos. O atirador, cuja identidade e motivação ainda não foram oficialmente divulgadas, foi abatido pela segurança e está fora de circulação, eliminando qualquer ameaça imediata ao redor do Washington Hilton.

Segundo o noticiário internacional, este é o primeiro incidente de segurança grave registrado na história centenária do jantar, que reúne anualmente os principais jornalistas políticos do país. O ocorrido lançou uma sombra sobre o que deveria ser uma noite de celebração da relação entre o governo e a imprensa, destacando a crescente tensão política e os desafios de segurança em eventos de grande porte na capital americana.

Acompanhe as próximas atualizações para mais informações sobre a identidade do suspeito e as investigações em andamento sobre o caso.

Com informações de G1, UOL, CNN Brasil, Metrópoles, BBC News, New York Post, Daily Mail, The Washington Times, Mediaite, Chosun, The Mirror, Raw Story, O Tempo, RT Brasil, CGN, SBT News e CBC News ■

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