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TV 3.0: Estação de testes é inaugurada em Brasília e sinal deve chegar ao Rio e SP antes da Copa
Nova geração da TV aberta brasileira promete integração com a internet, qualidade de imagem em 8K, som imersivo, interatividade e canais no formato de aplicativos
America do Sul
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSUvIVel0EDH7k625J_T_y1fHwQMTz_YwBKKA&s
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■   Bernardo Cahue, 14/04/2026

O Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) inauguraram, nesta terça-feira (14), em Brasília, a primeira estação de testes da TV 3.0, também batizada de DTV+. A cerimônia foi realizada na Torre de TV, no centro da Capital Federal, e contou com a presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; da presidenta da EBC, Antonia Pellegrino; e do conselheiro da Anatel, Octavio Pieranti, entre outras autoridades. A iniciativa representa um marco na evolução da TV aberta no país, unindo a radiodifusão tradicional à conectividade digital.

Segundo o ministro Frederico de Siqueira Filho, a DTV+ deve começar a operar no Rio de Janeiro e em São Paulo a partir de junho, podendo ser utilizada nessas cidades durante a Copa do Mundo. O primeiro jogo do mundial está marcado para 11 de junho, e a estreia da Seleção Brasileira ocorrerá dois dias depois, em 13 de junho. Apesar da expectativa de que Brasília também integre o primeiro grupo de lançamento, a logística ainda é considerada incerta, e a tecnologia pode chegar à capital federal apenas no segundo semestre de 2026. A regulamentação do novo sistema foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025.

A TV 3.0 representa um salto significativo em relação ao modelo atual, oferecendo uma série de avanços técnicos e funcionais. Entre as principais inovações, destacam-se:

  • Qualidade de imagem superior: suporte para resoluções 4K e 8K, com melhorias em brilho, contraste e definição;
  • Som imersivo: experiência sonora envolvente, comparável à de cinema, proporcionando maior realismo e profundidade ao áudio;
  • Canais como aplicativos: a tradicional navegação linear por canais será substituída por um ambiente de aplicativos, semelhante ao que já existe nas smart TVs. “Em vez de ficar passando de canal em canal, você terá o aplicativo de cada emissora”, explicou Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações;
  • Interatividade nativa: o público poderá participar de enquetes ao vivo, comprar produtos exibidos durante a programação e acessar conteúdos sob demanda;
  • Publicidade segmentada: de forma semelhante ao que já ocorre nas redes sociais, as emissoras poderão personalizar os anúncios de acordo com o perfil e o interesse de cada telespectador;
  • Plataforma de serviços públicos: a TV 3.0 prevê um canal direto para prestação de serviços públicos, como alertas de emergência e recursos de acessibilidade.

O ministro Frederico de Siqueira Filho destacou, durante o lançamento, o papel da EBC e a importância da nova tecnologia para o país. “Isso aqui é o futuro da TV aberta gratuita no Brasil. A expectativa nossa é muito grande com a chegada dessa nova tecnologia a partir de junho, em algumas capitais, e que hoje representa a comunicação pública já em prioridade no nosso governo, fortalecendo o conteúdo local para que a gente possa levar mais serviços públicos para a nossa população”, afirmou. A presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, também celebrou o momento: “Um marco para comunicação pública, um marco para a comunicação brasileira. Assim como, na transição do analógico para a TV digital, a EBC foi líder desse processo, hoje, a EBC segue na liderança desse processo de transição”.

A estação inaugurada em Brasília funcionará como um ambiente de validação tecnológica, aberto a todas as emissoras da capital, tanto públicas quanto comerciais, para que possam experimentar formatos de transmissão e desenvolver conteúdos adaptados à nova plataforma. Após a fase de testes, a mesma estrutura será utilizada para o início da operação da EBC e da Rede Legislativa (TV Câmara e TV Senado) na TV 3.0. Segundo o conselheiro da Anatel, Octavio Pieranti, a implantação em todo o país dependerá das emissoras, mas a expectativa é de que a TV aberta brasileira mantenha seu protagonismo nas próximas décadas.

Embora não tenha custos de assinatura, a TV 3.0 não funcionará de forma nativa nos aparelhos atuais. Para aproveitar todas as funcionalidades, será necessário adquirir um conversor ou uma TV nova compatível. A transição total deve ocorrer em um período de até 15 anos, durante o qual a TV aberta tradicional continuará disponível.

Com informações de G1, Agência Brasil, O Globo, Poder360, Olhar Digital, Canaltech, Gov.br (Ministério das Comunicações)■

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