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Trump prorroga prazo em mais dez dias para ataques a instalações energéticas iranianas
Presidente dos Estados Unidos afirma que Teerã pediu o adiamento, mas autoridades iranianas e mediadores negam a versão. Conflito completa quase quatro semanas com ataques recíprocos e impacto global nos preços da energia
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 27/03/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (26) que decidiu adiar por mais dez dias os possíveis ataques militares contra usinas de energia do Irã. A nova data limite para o início das operações, segundo o presidente, foi estabelecida para 6 de abril de 2026, às 20h (horário de Brasília). Trump afirmou que a decisão atende a um pedido do governo iraniano, em meio a negociações que classificou como "muito bem encaminhadas".

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump detalhou: "A pedido do governo iraniano, que este comunicado sirva para representar que estou suspendendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário do leste dos EUA. As negociações estão em andamento e, apesar de declarações errôneas em contrário da mídia falsa e de outros, elas estão indo muito bem". Esta é a segunda prorrogação do prazo, depois de uma primeira extensão de cinco dias concedida em 23 de março.

No entanto, a versão apresentada pelo presidente americano foi imediatamente contestada por autoridades iranianas e por nações mediadoras do conflito. Em entrevista à Fox News, Trump havia mencionado que os iranianos solicitaram uma pausa de sete dias, mas acabou concedendo dez devido ao que classificou como um gesto de boa vontade de Teerã, envolvendo a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Um alto funcionário iraniano, em declaração à Drop Site News, negou veementemente a alegação, afirmando que Trump "não é honesto" e que Teerã não fez qualquer pedido relacionado à suspensão de ataques. Mediadores de paz ouvidos pelo The Wall Street Journal corroboraram a negativa, indicando que os iranianos não solicitaram a pausa de dez dias.

O cenário de guerra, que se estende por quase quatro semanas, teve início em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O conflito já causou milhares de mortes, incluindo a do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e tem se espalhado para além das fronteiras, envolvendo países do Golfo e resultando em ataques a bases militares americanas e território israelense. Apesar do anúncio do adiamento, os combates continuam. Nesta quinta-feira (26), o Irã lançou múltiplos ataques com mísseis contra Israel, atingindo Tel Aviv e Haifa, enquanto forças israelenses e americanas mantêm bombardeios contra alvos no território iraniano.

O governo Trump apresentou formalmente uma proposta de 15 pontos como base para as negociações de paz. A lista de exigências, entregue a Teerã por meio do Paquistão, inclui demandas consideradas máximas por analistas, como o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano, o controle do programa de mísseis balísticos e a transferência efetiva do controle do Estreito de Ormuz para os EUA e aliados. Um funcionário iraniano de alto escalão classificou a proposta como "unilateral e injusta", afirmando que ela serve apenas aos interesses dos Estados Unidos e de Israel.

O impasse nas negociações e a continuidade dos ataques têm gerado repercussões severas na economia global. Desde o início do conflito, o preço do petróleo bruto subiu cerca de 40%, enquanto os embarques de gás natural liquefeito para a Ásia aumentaram aproximadamente 67%. Os preços dos fertilizantes nitrogenados, essenciais para a produção de alimentos, registraram alta de quase 50%. As bolsas de valores dos Estados Unidos operaram em queda acentuada nesta quinta-feira, com o S&P 500 registrando sua pior performance desde janeiro, refletindo o pessimismo do mercado quanto a uma rápida resolução para o conflito.

Em meio às tensões, o enviado especial dos EUA ao Oriente Médio, Steve Witkoff, confirmou que o governo americano já enviou milhares de soldados para a região, aumentando as expectativas sobre a possibilidade de uma invasão terrestre, embora os detalhes sobre as operações permaneçam escassos. Paralelamente, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) manifestou profunda preocupação com os recentes ataques ocorridos nas proximidades da usina nuclear de Bushehr, alertando para o risco de um acidente radiológico de grandes proporções.

Principais desdobramentos do conflito:

  • Novo Prazo: Ataques a usinas de energia iranianas estão suspensos até 6 de abril de 2026, às 20h (horário de Brasília).
  • Contradições: Irã e mediadores negam que Teerã tenha pedido a suspensão dos ataques.
  • Proposta dos EUA: Plano de 15 pontos entregue via Paquistão exige fim do programa nuclear iraniano e controle do Estreito de Ormuz.
  • Impacto Econômico: Petróleo em alta de 40% e quedas nas bolsas americanas refletem o risco geopolítico.
  • Risco Nuclear: AIEA alerta para perigo de acidente em usinas devido aos bombardeios.

Com informações de Reuters, Associated Press, AFP, The Wall Street Journal, Anadolu Ajans?, e agências internacionais ■

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