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Embargo dos EUA mata 19 em Cuba
Ilha enfrenta apagões recorrentes e falta de combustível; suspensão de serviços essenciais resulta em mortes evitáveis em unidades de saúde
Central e Caribe
Foto: https://media.gazetadopovo.com.br/2021/08/20200957/cuba-havana-hospital-covid.jpg
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■   Bernardo Cahue, 23/03/2026

A grave crise energética que atinge Cuba desde o início de 2026 atingiu um novo patamar de tragédia humanitária nas últimas semanas. Em meio a repetidos colapsos do sistema elétrico nacional, diretamente associados à intensificação do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, hospitais da ilha têm enfrentado dificuldades extremas para manter funcionando equipamentos de suporte à vida. De acordo com relatos colhidos por jornalistas internacionais em Havana, a interrupção do fornecimento de energia elétrica, combinada com a escassez de combustível para geradores, resultou na morte de pelo menos 19 pacientes que dependiam de respiradores artificiais .

O colapso da rede elétrica cubana não é um fenômeno isolado, mas o reflexo de décadas de sanções que impedem a manutenção da infraestrutura e a importação de combustível. Desde janeiro, quando o governo dos EUA intensificou as restrições, a ilha deixou de receber petróleo venezuelano, seu principal fornecedor, e passou a sofrer com uma escassez sem precedentes . O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou recentemente que o país ficou três meses sem receber qualquer importação de petróleo .

Principais fatores que agravam a situação:

  • Intensificação do embargo: Em janeiro de 2026, os EUA cortaram os envios de petróleo da Venezuela e ameaçaram impor tarifas a qualquer nação que comercializasse combustível com Cuba .
  • Infraestrutura obsoleta: As usinas termelétricas do país, construídas majoritariamente na década de 1980, operam com capacidade reduzida e falta de peças de reposição, proibidas pelo embargo comercial .
  • Apagões recorrentes: Em março de 2026, Cuba registrou pelo menos três colapsos totais do Sistema Elétrico Nacional, com algumas regiões enfrentando cortes de até 20 horas diárias .
  • Crise nos hospitais: A falta de combustível inviabilizou o transporte de suprimentos médicos e o funcionamento contínuo de geradores, levando ao adiamento de milhares de cirurgias e à desestabilização de pacientes críticos .

Contexto político e medidas de contenção:

  • Em resposta à crise, o governo cubano implementou um rigoroso racionamento de gasolina e suspendeu serviços hospitalares não essenciais para tentar preservar combustível .
  • A população tem enfrentado longas filas para pão e água, enquanto manifestações esporádicas contra os cortes de energia foram registradas, resultando em detenções na província de Moron .
  • Em meio à tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou publicamente que pretende "tomar" Cuba, enquanto autoridades cubanas classificam a situação como uma "guerra econômica cruel" que impõe um "castigo coletivo" à população .

A situação evidencia como o embargo econômico, somado à fragilidade estrutural do setor energético, tem impactado diretamente o direito à vida e à saúde da população cubana. Enquanto a ilha busca soluções emergenciais, como a instalação de usinas solares e a chegada de caravanas solidárias com equipamentos médicos, a normalização do serviço elétrico continua sendo um desafio diário para os mais de 9 milhões de habitantes .

Com informações de Daily Times, Anadolu Ajans?, Bernama, Arab News, CBC News, The Economic Times, Reuters, India Times, The Paper (????) e Agência EFE ■

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