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O Kremlin anunciou que não enviará representantes para os contatos bilaterais entre Ucrânia e Estados Unidos agendados para 21 de março, confirmando uma nova suspensão no processo de negociação que envolvia as três partes. O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou a jornalistas que as conversas de sábado consistirão exclusivamente em "contato bilateral entre ucranianos e americanos", descartando qualquer participação russa na reunião.
Ao mesmo tempo, Peskov classificou a interrupção das negociações trilaterais como uma "pausa temporária" e expressou esperança de que o formato com mediação dos EUA seja retomado em breve. "Esperamos que, num futuro próximo, possamos retomar essas negociações", declarou o porta-voz, acrescentando que ainda não há clareza sobre um possível local para um novo encontro tripartite. A pausa no processo diplomático foi atribuída por Moscou à mudança do foco de atenção dos EUA para o conflito no Oriente Médio, especialmente após os ataques dos EUA e Israel contra o Irã.
Enquanto o calendário diplomático sofre interrupções, as forças russas mantêm pressão sobre a região de Donetsk, consolidando posições no terreno. O governo russo tem reiterado que qualquer acordo de paz depende do reconhecimento de suas exigências territoriais, que incluem o controle total das quatro regiões ucranianas anexadas — com destaque para Donetsk, onde os combates permanecem intensos. De acordo com autoridades russas, enquanto não há avanço nas negociações, a estratégia segue sendo desgastar a capacidade de resistência de Kiev.
O porta-voz do Kremlin também reforçou as condições estabelecidas por Moscou para uma trégua no setor energético, exigindo que a Ucrânia interrompa incondicionalmente os ataques contra infraestruturas energéticas. A exigência foi apresentada como um passo necessário antes de qualquer avanço mais amplo nas negociações de paz. Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que sua equipe de negociação já viajou aos EUA para a reunião bilateral de 21 de março, que deve abordar questões de segurança, defesa aérea e os caminhos para o fim da guerra.
Analistas apontam que a combinação entre a suspensão temporária do formato trilateral e a consolidação das posições militares russas no Donbás pode representar uma tentativa de Moscou de aproveitar a janela de oportunidade criada pelo redirecionamento da atenção norte-americana para o Oriente Médio, ganhando fôlego para avançar em seus objetivos territoriais enquanto a diplomacia permanece estagnada:
Com informações de Ukrinform, The New Voice of Ukraine, UOL, Reuters, Ukrainska Pravda, Novaya Gazeta Europe, RBC-Ukraine ■