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O governo da Argentina, liderado por Javier Milei, sinalizou nesta quarta-feira (18) que está disposto a oferecer apoio militar aos Estados Unidos no conflito contra o Irã. A declaração foi feita pelo porta-voz da presidência, Javier Lanari, em entrevista ao jornal espanhol El Mundo.
Segundo Lanari, a Argentina forneceria assistência militar caso houvesse uma solicitação formal por parte de Washington. “Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer tipo de ajuda que considerarem necessária será fornecida”, declarou o porta-voz. O governo norte-americano, no entanto, ainda não formalizou nenhum pedido nesse sentido.
A declaração ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro. A posição de Buenos Aires reflete o alinhamento geopolítico de Milei, que recentemente classificou o Irã como “inimigo” e se autodenominou “o presidente mais sionista do mundo” durante visita a Nova York.
Em contraponto, o chanceler argentino, Pablo Quirno, evitou confirmar o envio de tropas, mas também não desmentiu a possibilidade. Questionado, Quirno defendeu a postura do governo e afirmou que a Argentina apoia “valores ocidentais”, citando o histórico de atentados no país atribuídos ao Irã como justificativa para a tensão bilateral.
Em paralelo às declarações, o governo Milei elevou o nível de segurança nacional para “ALTO” diante da possibilidade de retaliações ou desdobramentos do conflito. As medidas incluem:
O histórico de relações entre Argentina e Irã é marcado por tensões. Buenos Aires atribui a Teerã a responsabilidade pelos atentados contra a embaixada de Israel (1992) e contra a sede da AMIA (1994), que deixaram dezenas de mortos. O Irã nega envolvimento nos ataques.
A postura argentina contrasta com a de outros países da região e aprofunda a estratégia de alinhamento automático do governo Milei com os Estados Unidos e Israel, que incluiu, recentemente, a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS) — movimento similar ao adotado por Washington.
Com informações de El Mundo, RT en Español, TMC, El Destape, GZH, Prensa Latina, Buenos Aires Times, Infocielo, La Crónica de Hoy ■