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Bombardeio na fronteira deixa 27 mortos e eleva tensão entre Colômbia e Equador
Presidente Gustavo Petro sugere que ataque partiu do Equador; mandatário equatoriano Daniel Noboa nega e afirma que operação ocorreu em seu território
America do Sul
Foto: https://media.gazetadopovo.com.br/2025/02/20115847/fe725cf941b3d7b10c124c2c72553f3e94b3267ew.jpg
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■   Bernardo Cahue, 18/03/2026

A descoberta de 27 corpos carbonizados na região de Vereda El Amarradero, na fronteira da Colômbia com o Equador, deflagrou uma grave crise diplomática entre os dois países nesta terça-feira (17). O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que as vítimas foram atingidas por um bombardeio e sugeriu que o ataque partiu do lado equatoriano, uma acusação prontamente rebatida pelo presidente do Equador, Daniel Noboa.

Petro declarou que os bombardeios não partiram de grupos armados ilegais, que não dispõem de aviões, nem das forças armadas colombianas, uma vez que ele não autorizou tal ação. De acordo com o mandatário, fragmentos de uma bomba com inscrições em inglês foram encontrados no local, próximo a casas de famílias que, segundo ele, "decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais", como cacau e café.

Em resposta, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, usou as redes sociais para negar veementemente a acusação. "Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu", escreveu Noboa, referindo-se à megaoperação de combate ao narcotráfico que o Equador realiza com apoio dos Estados Unidos desde o último domingo (15).

A seguir, os principais pontos do confronto diplomático:

  • A acusação colombiana: Gustavo Petro afirma que 27 corpos foram encontrados carbonizados e que há evidências de um bombardeio a partir do Equador. Ele classificou a situação como "não crível" e pediu que o presidente dos EUA, Donald Trump, interceda junto a Noboa para evitar uma guerra.
  • A defesa equatoriana: Daniel Noboa garante que os bombardeios são direcionados a esconderijos de grupos narcoterroristas em seu próprio território. Ele acusou o governo colombiano de negligência na fronteira, permitindo a infiltração de criminosos colombianos no Equador.

O incidente ocorre em meio a um cenário de relações já desgastadas entre os dois países. Desde fevereiro, Colômbia e Equador travam uma guerra comercial, com imposição de tarifas alfandegárias mútuas, iniciada por Noboa ao acusar Petro de não fazer o suficiente no combate ao narcotráfico na região de fronteira.

As investigações sobre a origem exata dos artefatos e a identidade das vítimas ainda estão em andamento. A comunidade internacional observa com atenção o desenrolar do caso, que eleva o tom da disputa em uma região historicamente sensível à violência do crime organizado.

Com informações de G1, O Estado de S. Paulo, UOL, Poder360, Rádio Itatiaia, Veja ■

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