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Rússia bloqueia WhatsApp, Instagram e Facebook, diz jornal
Medida atinge plataformas da Meta e intensifica censura digital no país; governo alega "atividades terroristas" e descumprimento de leis locais
Leste Europeu
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■   Bernardo Cahue, 12/02/2026

Segundo o jornal russo Kommersant, o órgão regulador de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, ordenou na última segunda-feira (10) o bloqueio imediato dos aplicativos WhatsApp, Instagram e Facebook em todo o território nacional. A decisão amplia as restrições impostas desde 2022 e agora inclui o serviço de mensageria, até então preservado por seu uso generalizado e pela criptografia de ponta a ponta.

Contexto e justificativas

O governo russo acusa a Meta, proprietária das plataformas, de permitir a veiculação de "informações extremistas" e de se recusar a armazenar dados de usuários russos em servidores localizados no país. Em comunicado, o Roskomnadzor afirmou que as ferramentas violam a Lei Federal nº 149-FZ, que regula a informação, tecnologias da informação e proteção da informação. Especialistas ouvidos pela agência Reuters apontam que a medida visa silenciar vozes dissonantes e consolidar o controle do Estado sobre a comunicação digital.

Impactos imediatos

  • Usuários de operadoras como MTS e MegaFon relataram instabilidade e impossibilidade de acesso aos serviços desde as primeiras horas da manhã de terça-feira.
  • Empresas que dependiam do WhatsApp para comunicação interna e atendimento ao cliente buscam alternativas emergenciais, como Telegram e VK, plataformas já integradas ao ecossistema digital russo.
  • Organizações de direitos digitais, como a Roskomsvoboda, classificaram a ação como "o maior ataque à liberdade de expressão desde a queda da União Soviética".

Reações internacionais

A União Europeia, por meio de sua porta-voz para assuntos digitais, declarou que "o bloqueio coletivo representa uma violação flagrante dos compromissos internacionais da Rússia com a liberdade de expressão". A Meta ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes internas indicam que a empresa avalia medidas judiciais e técnicas para mitigar os efeitos.

Cronologia do cerco digital

  1. Março de 2022: Facebook e Instagram são classificados como "organizações extremistas" e têm acesso restrito.
  2. Agosto de 2022: Twitter é limitado por suposto conteúdo pedófilo e desinformação.
  3. Junho de 2023: LinkedIn, já bloqueado desde 2016, permanece inacessível.
  4. Fevereiro de 2026: WhatsApp entra na lista de bloqueios, completando a exclusão das principais plataformas ocidentais.

Com informações de Kommersant, The Moscow Times, Reuters, BBC News, Agência France-Presse ■

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