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Segundo o jornal russo Kommersant, o órgão regulador de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, ordenou na última segunda-feira (10) o bloqueio imediato dos aplicativos WhatsApp, Instagram e Facebook em todo o território nacional. A decisão amplia as restrições impostas desde 2022 e agora inclui o serviço de mensageria, até então preservado por seu uso generalizado e pela criptografia de ponta a ponta.
Contexto e justificativas
O governo russo acusa a Meta, proprietária das plataformas, de permitir a veiculação de "informações extremistas" e de se recusar a armazenar dados de usuários russos em servidores localizados no país. Em comunicado, o Roskomnadzor afirmou que as ferramentas violam a Lei Federal nº 149-FZ, que regula a informação, tecnologias da informação e proteção da informação. Especialistas ouvidos pela agência Reuters apontam que a medida visa silenciar vozes dissonantes e consolidar o controle do Estado sobre a comunicação digital.
Impactos imediatos
Reações internacionais
A União Europeia, por meio de sua porta-voz para assuntos digitais, declarou que "o bloqueio coletivo representa uma violação flagrante dos compromissos internacionais da Rússia com a liberdade de expressão". A Meta ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes internas indicam que a empresa avalia medidas judiciais e técnicas para mitigar os efeitos.
Cronologia do cerco digital
Com informações de Kommersant, The Moscow Times, Reuters, BBC News, Agência France-Presse ■