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De acordo com um comunicado oficial divulgado nas redes sociais, "informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava transitando por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico". Um vídeo liberado pelo comando mostra um barco em movimento sendo atingido e explodindo em chamas. Nenhum militar americano foi ferido na operação.
Este é o segundo ataque do tipo registrado em 2026 e faz parte de uma campanha mais ampla batizada de Operação Southern Spear (Lança do Sul), iniciada pelo governo do presidente Donald Trump em setembro de 2025. A justificativa da administração americana é a de que os Estados Unidos estão em um "conflito armado não internacional" com cartéis de drogas, visando conter o fluxo de narcóticos para seu território.
Desde o início da campanha, o saldo é de pelo menos 128 pessoas mortas em mais de 35 ataques a embarcações nas águas do Caribe e do Pacífico Oriental. As operações atingiram um pico de frequência no final de 2025, mas diminuíram após a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças americanas em uma incursão em Caracas no dia 3 de janeiro.
A campanha militar tem sido alvo de intensas críticas por parte de especialistas em direito internacional, organizações de direitos humanos e líderes regionais, que questionam sua legalidade e a falta de provas públicas.
O ataque ocorre em um momento de tensões diplomáticas. Apenas dois dias antes, o presidente colombiano Gustavo Petro – que publicamente condenou os ataques anteriores, comparando-os a crimes de guerra – encontrou-se com Donald Trump na Casa Branca . Cidadãos colombianos já foram vítimas de ataques anteriores.
Horas antes do anúncio do ataque desta quinta-feira, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em suas redes sociais que "alguns dos principais traficantes de drogas de cartel da região decidiram cessar todas as operações de narcotráfico INDEFINIDAMENTE devido aos recentes ataques cinéticos (altamente eficazes) no Caribe" . No entanto, nem o Pentágono nem o SOUTHCOM forneceram detalhes ou evidências que sustentassem essa alegação.
A continuidade da Operação Southern Spear coloca várias questões em evidência:
Enquanto o governo americano insiste no caráter defensivo e necessário da campanha, a comunidade internacional aguarda a apresentação de provas concretas e observa com preocupação a expansão de operações letais justificadas pelo combate ao narcotráfico.
Com informações de: Al Jazeera, BBC, Military.com, NBC News, RTP, Times Brasil ■