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Arquivos de Epstein: documentos revelam acusação de abuso sexual contra Trump por adolescente
O último lote de milhões de páginas divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA contém alegações não verificadas, que a Casa Branca classifica como "infundadas e falsas". Trump é mencionado centenas de vezes nos registros
America do Norte
Foto: https://assets.brasildefato.com.br/2026/01/trump-epstein.png
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■   Bernardo Cahue, 02/02/2026

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou na sexta-feira (30) o maior e último lote de documentos relacionados ao caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. Os arquivos, que totalizam mais de 3 milhões de páginas, 180 mil imagens e 2.000 vídeos, foram tornados públicos sob um mandato de lei aprovado no ano passado. Entre as inúmeras menções a figuras públicas, o nome do presidente Donald Trump aparece centenas de vezes, incluindo uma acusação grave e não verificada de abuso sexual.

Dentro dos documentos, uma lista compilada pelo FBI em 2025 detalha alegações feitas por denunciantes através da central de ameaças da agência. Entre elas, está a acusação de uma mulher anônima, identificada como "Jane Doe", que afirma ter sido estuprada por Trump quando tinha 13 anos. O arquivo do FBI menciona ainda que Epstein supostamente ficou irritado por "Trump ter sido aquele que tirou a virgindade de Doe". A mesma mulher moveu e retirou ações judiciais contra Trump no passado, a última delas pouco antes da eleição presidencial de 2016.

Tanto a Casa Branca quanto o Departamento de Justiça foram rápidos em rejeitar publicamente as alegações. Em comunicado, o Departamento de Justiça afirmou que "alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o Presidente Trump que foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020". A nota oficial acrescenta que as acusações são "infundadas e falsas" e que, se tivessem qualquer credibilidade, já teriam sido usadas como arma política contra Trump. O vice-procurador-geral Todd Blanche, que supervisionou a revisão dos documentos, enfatizou que a Casa Branca não teve qualquer supervisão ou ingerência no processo de divulgação.

As novas informações reacendem o foco sobre a relação de longa data entre Trump e Epstein. Ambos foram associados social e profissionalmente nas décadas de 1990 e 2000. Trump já declarou que a amizade "azedou" há muitos anos e que nunca teve conhecimento dos crimes sexuais de Epstein. No entanto, documentos divulgados em dezembro já haviam indicado que Trump voou várias vezes no jato particular de Epstein nos anos 90, contradizendo uma negativa anterior do presidente.

Os arquivos também trazem novos detalhes sobre as interações de outras figuras de alto perfil com Epstein:

  • Elon Musk: E-mails de 2012 mostram o bilionário perguntando a Epstein que dia seria "a festa mais selvagem" em sua ilha privada, embora não haja evidências de que a visita tenha acontecido. Musk negou qualquer irregularidade.
  • Bill Gates: Dois e-mails rascunhados por Epstein fazem alegações graves e não verificadas sobre o cofundador da Microsoft. Um porta-voz de Gates as classificou como "absolutamente absurdas e completamente falsas".
  • Príncipe Andrew: Os documentos incluem uma foto do ex-membro da realeza britânica ajoelhado sobre uma mulher no chão, além de e-mails de 2010 onde Epstein se oferece para apresentá-lo a uma mulher russa de 26 anos.
  • Figuras Brasileiras: O linguista Noam Chomsky mencionou em e-mail a Epstein estar envolvido com atividades do "Lula Livre". Em outra troca, o ex-estrategista de Trump, Steve Bannon, e Epstein trocam elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A divulgação também levantou preocupações de advogados de vítimas, como Gloria Allred, que apontou que alguns nomes e fotos de sobreviventes que nunca haviam se identificado publicamente foram expostos, mesmo com tarjas de censura. O Departamento de Justiça afirmou que está trabalhando para fazer novas edições que protejam informações de identificação pessoal.

Com informações de: Yahoo! Notícias, BBC, HK01, CNN, BBC??, The Guardian, BBC Brasil, DW, CNN Brasil, TVBS ■

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