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Em resposta à operação militar dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro em 3 de janeiro, a presidente encargada da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a criação da Oficina Nacional para a Defensa e a Segurança Cibernética. A instância, que estará subordinada ao Conselho de Vicepresidentes e será liderada pela ministra de Ciência e Tecnologia, Gabriela Jiménez, tem como objetivo "blindar o espaço digital do país frente a ameaças externas", conforme declarado por Rodríguez em um ato na Academia Militar.
O anúncio foi feito durante a cerimônia em que Rodríguez foi formalmente reconhecida como Comandante em Chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). Na ocasião, recebeu o Bastão de Mando e uma réplica da espada de Simón Bolívar do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que destacou ser a primeira vez que uma mulher assume tanto a presidência quanto o comando das forças armadas do país.
Paralelamente, Rodríguez emitiu um prazo peremptório de 100 dias para a elaboração de um novo sistema defensivo nacional. Ela instruiu os ministros Vladimir Padrino López (Defesa), Diosdado Cabello (Interior) e Gabriela Jiménez (Ciência e Tecnologia) a definirem os lineamentos deste sistema, baseado em uma "união cívico-militar-policial". Analistas interpretam a medida como um reconhecimento tácito da falha dos sistemas defensivos existentes, que não impediram a incursão militar estrangeira que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
No seu discurso, a mandatária fez referência direta aos eventos de 3 de janeiro, descrevendo-os como uma "terrível agressão militar externa" e uma "batalha desigual de superioridade tecnológica desconhecida". Ela enalteceu a atuação da FANB e dos corpos de segurança, afirmando que "ninguém se rendeu aqui, estávamos em combate".
A ofensiva diplomática e política de Rodríguez parece seguir duas frentes simultâneas:
O contexto estratégico mais amplo é de mudanças aceleradas. O governo de Rodríguez iniciou um processo exploratório para retomar relações com os EUA, o que inclui negociações sobre a venda de petróleo. Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou ao Congresso que a administração Trump não planeja um novo ataque militar à Venezuela, mas não descartou o "uso da força" para garantir a cooperação do governo interino.
Com informações de: Globovisión, Contrapunto, CNN en Español, Swissinfo, Periodico 26, Venezuela-News, El País, Noticias Venevisión, La Patilla ■