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Arma sônica secreta norte-americana pode ter sido utilizada no bombardeio em Caracas
Relato de guarda venezuelano descreve efeitos aterradores de "onda sonora intensa"; especialistas analisam tecnologia por trás do ataque que capturou Maduro
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 24/01/2026

Uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro de 2026 pode ter envolvido o uso de uma avançada e misteriosa arma de energia direcionada ou acústica. Um relato viral de um guarda de segurança venezuelano, compartilhado publicamente pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreve sintomas extremos causados por um dispositivo não identificado durante o ataque a Caracas.

O Relato do Campo: "Sangrando pelo Nariz e Incapazes de se Mover"

O testemunho ocular, amplamente divulgado, detalha momentos de confusão e terror durante a incursão das forças especiais dos EUA no complexo militar onde Maduro estava:

  • Desativação tecnológica: "De repente, todos os nossos sistemas de radar se apagaram sem qualquer explicação", afirmou o guarda.
  • Incapacitação por som: "Em um ponto, eles lançaram algo; não sei como descrevê-lo. Era como uma onda sonora muito intensa. De repente, senti como se minha cabeça fosse explodir por dentro".
  • Sintomas violentos: "Todos nós começamos a sangrar pelo nariz. Alguns vomitavam sangue. Caímos no chão, incapazes de nos mover. Não conseguíamos nem nos levantar depois daquela arma sônica — ou seja lá o que foi".

O guarda chegou a afirmar que um pequeno grupo de aproximadamente 20 soldados americanos, utilizando tecnologia superior, teria derrotado centenas de defensores venezuelanos. Autoridades venezuelanas e cubanas relataram que mais de 130 membros das forças de segurança morreram durante a operação.

A Análise dos Especialistas: Do "LRAD" à Tecnologia Secreta da DARPA

Especialistas em defesa consultados por veículos de imprensa oferecem explicações que vão desde dispositivos conhecidos até pesquisas militares secretas:

  • Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD): Um tenente-coronel da Marinha (EUA) aposentado, Mark Cancian, sugere que o equipamento pode ter sido um LRAD. Este dispositivo, usado anteriormente para controle de multidões no Iraque, projeta um "cone de som" direcionado que pode emitir comandos verbais em volume extremo ou um tom penetrante, causando dor, desorientação e, em curta distância, até danos auditivos.
  • Pesquisas Avançadas: Analistas como Can Kasapoglu, do Hudson Institute, apontam que a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) dos EUA pesquisa há décadas tecnologias não letais que usam efeitos acústicos e eletromagnéticos para sobrecarregar os sentidos, desequilibrar ou tornar um alvo temporariamente inoperante. Kasapoglu observa que os sintomas descritos "se alinham de perto com exemplos da pesquisa da DARPA", mas ressalta que não há evidência pública de que tais tecnologias experimentais foram usadas na Venezuela.
  • Ceticismo sobre os Efeitos: Especialistas alertam que efeitos como vômito de sangue vão muito além do que os LRADs conhecidos podem causar, levantando questões sobre a precisão do relato ou a existência de um fator diferente.

A Operação Militar Mais Amplia: "Resolução Absoluta"

A suposta arma sônica foi apenas um elemento de uma operação militar complexa e altamente arriscada, batizada de "Operação Resolução Absoluta".

  1. Preparação e Escala: Por meses, espiões dos EUA monitoraram Maduro. A missão envolveu mais de 150 aeronaves decolando de bases em todo o hemisfério e incluiu a construção de uma réplica em tamanho real de seu esconderijo para treinamento.
  2. Ataques Iniciais e Cibernéticos A operação começou com uma série de explosões em Caracas e no aeroporto de Higuerote, visando sistemas de defesa aérea. O presidente Donald Trump também sugeriu que os EUA cortaram a energia da cidade, além de lançarem um ciberataque que derrubou comunicações e radares.
  3. Apreensão de Maduro: Sob fogo pesado, as forças de elite Delta Force invadiram o complexo fortificado de Maduro em Fort Tiuna, Caracas. Ele e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados de seu quarto e, após uma extração perigosa de helicóptero, transportados para os EUA para enfrentar acusações de narcoterrorismo.

Reações Internacionais e o Futuro da Venezuela

A ação militar direta gerou uma onda de reações globais:

  • Condenação: Aliados tradicionais da Venezuela, como Rússia e Irã, condenaram o ataque como uma violação da soberania e da Carta da ONU. Líderes latino-americanos, incluindo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, expressaram extrema preocupação.
  • Cautela e Apoio: O primeiro-ministro britânico pediu para "estabelecer os fatos", enquanto a presidente da Comissão Europeia pediu respeito ao direito internacional. O presidente argentino Javier Milei, aliado de Trump, celebrou a captura.
  • Incerteza Interna: Em Caracas, os cidadãos enfrentaram o ataque com medo e silêncio, preocupados com o custo humano e o futuro imediato. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu formalmente o poder, mas o plano dos EUA parece envolver uma administração temporária do país com controle sobre sua infraestrutura petrolífera.

Enquanto a administração Trump não confirmou oficialmente o uso de nenhuma "arma sônica", o comentário vago do presidente alimenta o mistério: ao ser questionado sobre o assunto, ele afirmou: "Nós temos armas que ninguém conhece". O evento marca um precedente extraordinário de intervenção militar direta na América Latina e levanta questões profundas sobre o uso de novas tecnologias de guerra e os limites da soberania nacional.

Com informações de: CNN, Yahoo Notícias, New York Post, El Universo, BBC, Global Voices, Fox News, Univisión ■

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