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Neste sábado, 3 de janeiro de 2026, cidades dos Estados Unidos foram palco de manifestações simultâneas contra uma nova guerra, convocadas de forma urgente pela coalizão antibelicista ANSWER. Os protestos ocorrem em resposta à operação militar ordenada pelo presidente Donald Trump contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram retirados do país. Em um comunicado, a ANSWER classificou o ataque como "o começo de outra guerra, baseada completamente em mentiras".
O contexto imediato dos protestos são os ataques aéreos e a ação de forças especiais confirmados na madrugada deste sábado. Por volta das 02:00 (hora local), explosões foram registradas em Caracas e outras cidades venezolanas. O presidente Trump anunciou que Maduro e sua esposa foram "capturados e retirados do país" e estão a caminho de Nova York para enfrentar acusações por narcoterrorismo. O Departamento de Justiça americano afirma que eles "em breve enfrentarão a total ira da justiça americana em solo americano".
Sob o lema "¡No a la guerra contra Venezuela!", a ANSWER espera a adesão de milhares de pessoas. As mobilizações principais estão concentradas em frente à Casa Branca, em Washington D.C., e no icônico Times Square, em Nova York. No entanto, os protestos estão programados para ocorrer em dezenas de outras cidades, incluindo:
Os organizadores argumentam que o conflito não se trata de narcotráfico ou democracia, mas sim de "roubar o petróleo da Venezuela e dominar a América Latina". Eles também alertam que, em uma guerra total, "serão os jovens da classe trabalhadora quem serão enviados para matar e morrer, não os filhos dos executivos da ExxonMobil e da Lockheed Martin". A ANSWER afirma que mais de 70% do povo americano se opõe a uma nova guerra.
Enquanto os protestos da ANSWER tomam forma, a diáspora venezolana e a comunidade internacional apresentam reações profundamente divididas:
A intervenção militar é o capítulo mais recente de uma crise que se intensificou ao longo de 2025. As ações preliminares incluíram:
Esta sequência de eventos ecoa operações históricas dos EUA na região, como a invasão do Panamá em 1989 para capturar o líder Manuel Noriega – que, coincidentemente, se rendeu às forças americanas também em um 3 de janeiro, 36 anos atrás.
A comunidade venezuelana nos EUA, estimada em mais de meio milhão de pessoas, não tem uma posição unificada. Entrevistas com venezuelano-americanos em Los Angeles revelam um espectro de opiniões: de Manuel, que apoia uma intervenção militar "com impacto mínimo nos civis" para restaurar a democracia, a Lorena, que após anos de oposição à força militar, tornou-se mais receptiva à pressão de Trump diante da estagnação política. Ambos, contudo, compartilham o desejo por um "rápido retorno à democracia".
Enquanto isso, o governo Trump já sinaliza seus interesses pós-operação. O presidente afirmou que os EUA estarão "fortemente envolvidos" na indústria petrolífera venezolana. Um senador republicano afirmou que o Secretário de Estado Marco Rubio antecipa "nenhuma ação adicional na Venezuela" agora que Maduro está sob custódia americana. O futuro imediato do país sul-americano, no entanto, permanece incerto, com o governo venezuelano exigindo provas de vida e a localização de seu presidente.
Com informações de: Prensa Latina, CBS News, Al Jazeera, Wikipedia, El Nuevo Diario, San Fernando Valley Sun, Prensa Latina ■