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Em um dos bombardeios mais letais desde o início da guerra, a Rússia lançou na madrugada desta quarta-feira (19) um massivo ataque com mais de 500 drones e mísseis contra o oeste da Ucrânia, causando a morte de pelo menos 25 pessoas e deixando mais de uma centena de feridos, incluindo crianças. A cidade de Ternopil, até então considerada uma área relativamente tranquila, foi a mais atingida, com edifícios residenciais de nove andares parcialmente destruídos e vítimas ainda sob os escombros.
O epicentro da tragédia foi em Ternopil, onde dois edifícios residenciais de nove andares foram atingidos diretamente. Um deles sofreu um intenso incêndio, enquanto o outro teve andares destruídos do terceiro ao nono pavimento. As equipes de resgate realizavam operações de busca complexas devido ao colapso da estrutura.
O ataque foi de proporções massivas, caracterizado como um "ataque combinado contra a infraestrutura crítica" do país.
A proximidade e a intensidade do ataque colocaram em alerta os países-membros da OTAN que fazem fronteira com a Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a ação como um "ataque descarado" e afirmou que ela demonstra que a "pressão sobre a Rússia ainda é insuficiente" . Ele apelou por sanções mais eficazes e pelo reforço da ajuda militar, incluindo sistemas de defesa aérea . As Nações Unidas condenaram veementemente os ataques, com seu coordenador humanitário para a Ucrânia, Matthias Schmale, lembrando que o "direito internacional humanitário proíbe claramente ataques a civis".
O Ministério da Defesa russo, por sua vez, justificou o bombardeio como uma "retaliação a ataques de Kiev em território russo", alegando ter mirado instalações energéticas e do complexo militar-industrial ucraniano, incluindo depósitos de drones . O ataque massivo ocorreu no dia seguinte a um ataque ucraniano com mísseis ATACMS, de origem norte-americana, contra alvos russos em Voronezh.
Paralelamente, Zelensky se reuniu com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em mais uma rodada de esforços diplomáticos para isolar a Rússia internacionalmente e buscar caminhos para uma "paz justa".
Com informações de: G1, UNN, Sapo.pt, CNN Brasil, Público, BBC.com, agenciadcnews.com.br e SIC Notícias ■