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Em entrevista ao Poder360, o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou que o Brasil é capaz de manter relações diplomáticas com os Estados Unidos sem deixar de ser solidário à Venezuela. Ele também teceu avaliações sobre o cenário geopolítico internacional e fez duras críticas ao Prêmio Nobel da Paz de 2025.
Stédile apoiou a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no panorama internacional, considerando-a "coerente e correta". No entanto, alertou que o governo Lula precisa compreender a lógica da política dos EUA e isolar figuras extremistas em sua administração .
Ele se referiu especificamente ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a quem classificou como "um fascista de longa data". Stédile argumentou que a postura de Rubio, que supostamente prefere resolver conflitos por meio de operações da CIA e invasões militares, pode levar os Estados Unidos a um fracasso geopolítico .
Um dos pontos mais enfáticos da entrevista foi a condenação ao Prêmio Nobel da Paz concedido à opositora venezuelana María Corina Machado. Stédile a chamou de "militante fascista, antidemocrática" .
De acordo com o líder do MST, Machado esteve envolvida em:
Ele resumiu a premiação como "a maior piada da história da América Latina" e a comparou à hipotética concessão do prêmio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro .
Stédile analisou que os Estados Unidos vivem um processo de declínio global e, por isso, tentam reafirmar sua influência na América Latina, revivendo a Doutrina Monroe . Ele citou a autorização do presidente Donald Trump para operações terrestres na Venezuela, sob o pretexto de combate ao narcotráfico, como exemplo dessa postura .
Diante desse cenário, o líder do MST defendeu que os movimentos sociais da América Latina se organizem para enviar brigadas internacionalistas de apoio ao povo e ao governo venezuelanos. Essas brigadas, conforme declarado em outras ocasiões, teriam uma função logística e de produção, e não militar .
Com informações de Poder360, Telesurtv.net, Facebook (teleSUR) e Ciudad CCS.■