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Líder do MST defende que Brasil dialogue com EUA sem abandonar apoio à Venezuela
João Pedro Stédile avaliou como positiva a política externa do governo Lula e criticou o Nobel da Paz concedido a opositora de Maduro
America do Sul
Foto: https://ikona.telesurtv.net/content/uploads/2025/10/brasil.jpeg.webp
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■   Bernardo Cahue, 21/10/2025
Segue uma nota jornalística em HTML, elaborada conforme suas especificações. ```html Nota: MST sobre Relação Brasil-EUA

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Em entrevista ao Poder360, o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou que o Brasil é capaz de manter relações diplomáticas com os Estados Unidos sem deixar de ser solidário à Venezuela. Ele também teceu avaliações sobre o cenário geopolítico internacional e fez duras críticas ao Prêmio Nobel da Paz de 2025.

Avaliação da Política Externa

Stédile apoiou a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no panorama internacional, considerando-a "coerente e correta". No entanto, alertou que o governo Lula precisa compreender a lógica da política dos EUA e isolar figuras extremistas em sua administração .

Ele se referiu especificamente ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a quem classificou como "um fascista de longa data". Stédile argumentou que a postura de Rubio, que supostamente prefere resolver conflitos por meio de operações da CIA e invasões militares, pode levar os Estados Unidos a um fracasso geopolítico .

Críticas ao Nobel da Paz

Um dos pontos mais enfáticos da entrevista foi a condenação ao Prêmio Nobel da Paz concedido à opositora venezuelana María Corina Machado. Stédile a chamou de "militante fascista, antidemocrática" .

De acordo com o líder do MST, Machado esteve envolvida em:

  • No golpe contra o então presidente Hugo Chávez em 2002 ;
  • Na organização das "guarimbas", táticas de protesto que, segundo ele, resultaram em assassinatos de trabalhadores na Venezuela .

Ele resumiu a premiação como "a maior piada da história da América Latina" e a comparou à hipotética concessão do prêmio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro .

Contexto Geopolítico e Apoio à Venezuela

Stédile analisou que os Estados Unidos vivem um processo de declínio global e, por isso, tentam reafirmar sua influência na América Latina, revivendo a Doutrina Monroe . Ele citou a autorização do presidente Donald Trump para operações terrestres na Venezuela, sob o pretexto de combate ao narcotráfico, como exemplo dessa postura .

Diante desse cenário, o líder do MST defendeu que os movimentos sociais da América Latina se organizem para enviar brigadas internacionalistas de apoio ao povo e ao governo venezuelanos. Essas brigadas, conforme declarado em outras ocasiões, teriam uma função logística e de produção, e não militar .

Com informações de Poder360, Telesurtv.net, Facebook (teleSUR) e Ciudad CCS.■

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