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O governo da Venezuela tem condenado veementemente a doutrina de "paz através da força" promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensificou significativamente a pressão militar e econômica sobre o país sul-americano ao longo de 2025. A estratégia estadunidense, que inclui um massivo deslocamento de forças navais no Caribe, autorização para operações da CIA no território venezuelano e uma série de sanções econômicas, é rejeitada por Caracas como uma "burda e grosseira política intervencionista" que visa forçar uma mudança de regime.
Nos últimos meses, as tensões entre as duas nações atingiram um novo patamar. As Forças Armadas dos EUA deslocaram buques de guerra e bombardeiros B-52 para a região do Caribe, realizando voos a poucas milhas do espaço aéreo venezuelano. Além disso, forças estadunidenses conduziram pelo menos sete ataques contra embarcações que, segundo Washington, estavam vinculadas ao narcotráfico, resultando na morte de dezenas de pessoas. O próprio Trump divulgou vídeos desses bombardeios, justificando as ações como parte do combate a cartéis de drogas que ele associa ao governo Maduro.
Em resposta, o presidente Nicolás Maduro ordenou exercícios militares e convocou civis para se alistarem na reserva, mobilizando o que chama de "milhões de voluntários". Em discurso televisionado, Maduro acusou os EUA de utilizar uma "guerra psicológica para atemorizar o povo" e alertou para o histórico da CIA em orquestrar golpes de Estado na região. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, questionou a real motivação do despliegue militar, destacando que a letalidade das operações no Caribe é desproporcionalmente maior do que no Pacífico, onde há um trânsito maior de drogas.
O conflito diplomático também se estende ao campo econômico e migratório. A administração Trump:
Analistas internacionais veem a recente concessão do Prêmio Nobel da Paz à líder opositora venezuelana María Corina Machado como parte desse contexto geopolítico mais amplo, potencialmente fornecendo uma "justificação moral para uma intervenção limitada". Enquanto isso, para os venezuelanos, a vida cotidiana é marcada pela ansiedade. "Não dormimos bem", desabafa Ivonne Caña, uma cozinheira em Caracas que, preocupada com sua família, começou a estocar mais comida em casa. O impasse entre Washington e Caracas continua a se aprofundar, com poucos sinais de uma solução diplomática no horizonte próximo.
Com informações de: AP News, CNN Español, BBC, Bloomberg, La Jornada, Black Agenda Report, El Mundo. ■