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Trump afirma que Maduro ofereceu "tudo" em negociação para evitar conflito
Presidente dos EUA confirma relatos de que governo venezuelano propôs acesso privilegiado a petróleo e minerais em troca de alívio nas tensões
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 17/10/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (17) que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, "ofereceu tudo" em tentativas de negociação entre os dois países, que vivem uma escalada de tensão com o envio de tropas americanas ao Caribe.

As declarações de Trump foram dadas durante um encontro na Casa Branca com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em resposta a uma pergunta de um repórter sobre as ofertas venezuelanas.

As Ofertas de Maduro

De acordo com informações de jornais americanos, o regime de Maduro fez propostas que incluíam:

  • Oferecimento de um acesso dominante ao petróleo e a outros recursos minerais da Venezuela para os Estados Unidos.
  • Apresentação de dois planos de transição de governo pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, com o aval de Maduro.

Os planos de transição, intermediados pelo Catar, previam a saída de Maduro do poder, mas mantendo figuras-chave do chavismo no comando. Ambos foram rejeitados pela administração Trump, que considerou as propostas insuficientes para uma mudança real de regime.

Contexto de Tensão Crescente

Os Estados Unidos têm justificado o recente envio de navios e aviões de guerra para o mar do Caribe como parte de uma operação antidrogas. O governo Trump classifica o regime de Maduro como um "cartel narco-terrorista" e oferece uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura do presidente venezuelano.

Em resposta à presença militar americana, a Venezuela ordenou exercícios militares permanentes e convocou o alistamento de civis. A crise diplomática se intensificou ainda mais na última semana, quando Trump afirmou ter autorizado operações secretas da CIA na Venezuela, uma medida que Maduro classificou como tentativa de golpe.

Com informações de: G1, CNN Brasil, Breitbart, The Guardian, Revista Oeste. ■

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