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Em um evento altamente incomum, o Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, convocou centenas de generais e almirantes de todas as partes do mundo para uma reunião surpresa na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, na VirgÃnia, nesta terça-feira. O motivo do encontro, inicialmente mantido em sigilo, foi revelado apenas no local: um discurso frontalmente contrário a polÃticas de diversidade e a anúncios que remodelam os padrões das Forças Armadas americanas, agora rebatizadas por ele como "Departamento de Guerra".
Perante uma plateia de altos comandantes visivelmente séria e contida, Hegseth declarou o fim daquilo que chamou de "liderança politicamente correta" e atacou o que classificou como "lixo ideológico" nas Forças Armadas.
O presidente Donald Trump também discursou no evento, e seu tom foi bastante diferente, misturando assuntos militares com ataques polÃticos. Ele sugeriu que cidades americanas "perigosas" deveriam ser usadas como "áreas de treinamento" para a Guarda Nacional e para o próprio Exército. "Estamos sob invasão vinda de dentro", afirmou Trump, ecoando seu discurso de campanha sobre a segurança interna do paÃs.
A convocatória repentina e misteriosa dos oficiais, que precisaram viajar de estações de serviço no mundo todo com apenas alguns dias de antecedência, gerou especulações e crÃticas antes mesmo do evento acontecer. Um oficial chegou a brincar, referindo-se ao encontro, como "os jogos de general". Havia preocupações logÃsticas e de segurança ao reunir tantos comandantes de alto escalão em um só lugar, além do custo elevado envolvido em voos de última hora, que deve chegar a centenas de milhares de dólares.
O evento ocorre em um momento de tensão, com o governo federal à beira de um shutdown (paralisação de serviços) que pode deixar cerca de 2 milhões de militares trabalhando sem receber. A reunião também reflete uma administração que já demitiu diversos oficiais-generais de alto escalão, muitos deles mulheres ou pessoas de cor, sob a alegação de combater a "doutrinação woke" nos quartéis.
Com informações de: ABC News, Associated Press, Breaking Defense, CNN, CNN Brasil, DefenseScoop, The Guardian, The New York Times, The Washington Post. ■