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Manifestações do 7 de Setembro dividem o país entre pró e contra anistia a Bolsonaro
Atos pró-anistia reuniram até 42,7 mil pessoas, enquanto manifestações governistas ocorreram espalhadas em várias cidades; lideranças políticas marcaram presença em ambos os lados
Cidades
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRUu4s8gfSHt364RZeWnPnvaXCROGlVQSZYkORmyvPdi4hApABlgxOUA1aq&s=10
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■   Bernardo Cahue, 07/09/2025

O 7 de Setembro de 2025 foi marcado por manifestações simultâneas e antagônicas em várias cidades brasileiras. De um lado, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro pediam anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e no suposto plano golpista. Do outro, grupos governistas e de esquerda defendiam a soberania nacional e a condenação de Bolsonaro pelo STF.

📊 Números das Manifestações:

  • Ato na Avenida Paulista (pró-Bolsonaro): 42,2 mil pessoas, segundo metodologia do Monitor do Debate Político do Cebrap/USP e da ONG More in Common. A margem de erro é de 12%, variando entre 37,1 mil e 47,3 mil participantes.
  • Ato no Rio de Janeiro (pró-Bolsonaro): 42,7 mil pessoas em Copacabana, de acordo com a mesma metodologia.
  • Ato na Praça da República (pró-governo): Cerca de 8,8 mil pessoas, segundo o mesmo grupo de monitoramento.

👥 Participação Política nos Atos Pró-Anistia:

Os atos pró-Bolsonaro tiveram a presença de figuras políticas de destaque, incluindo:

  • Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, que discursou na Avenida Paulista.
  • Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que questionou as provas contra Bolsonaro e defendeu sua candidatura em 2026.
  • Romeu Zema, governador de Minas Gerais.
  • Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que afirmou: "Nosso plano é Bolsonaro presidente".
  • Pastor Silas Malafaia, um dos principais organizadores, que criticou o ministro Alexandre de Moraes.
  • Deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, que chamou Moraes de "ditador".

👥 Participação Política nos Atos Pró-Governo:

Os atos contra a anistia e em defesa da soberania nacional contaram com:

  • Ministros do governo Lula, como Alexandre Padilha (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho).
  • Edinho Silva, presidente nacional do PT, que condenou a anistia: "Não pode ter anistia para quem organizou golpe".
  • Deputados federais como Guilherme Boulos e Érika Hilton (PSOL).
  • Lideranças sindicais e movimentos sociais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

🎯 Contexto e Reivindicações:

As manifestações ocorreram em meio ao julgamento no STF de Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto por violar medidas cautelares.

Os bolsonaristas pediam "anistia ampla e irrestrita" e o retorno de Bolsonaro à disputa presidencial em 2026. Já os governistas defendiam a soberania nacional, em resposta às tarifas impostas pelos EUA sob Donald Trump, e a condenação de Bolsonaro.

🔍 Metodologia da Contagem:

Os números de participantes foram calculados pelo Monitor do Debate Político do Cebrap/USP e da ONG More in Common usando fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial (método Point to Point Network - P2PNet). Analistas viram inconsistência na métrica.

Com informações de: Terra, BBC, CNN Brasil, G1, UOL, Gazeta do Povo, Poder360

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