Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
A Polícia Federal, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, abriu investigação sobre um esquema de desvio de dinheiro público que envolve parlamentares bolsonaristas, a produção do filme Dark Horse e a compra de imóveis nos Estados Unidos. As apurações revelaram que o deputado Eduardo Bolsonaro e seu irmão Flávio Bolsonaro residem em mansões no exterior supostamente pagas com recursos desviados do Banco Master e do chamado “esquema Vorcaro” – apontado como um dos maiores roubos da história recente do Brasil, com desvio estimado em mais de R$ 50 bilhões.
Segundo informações obtidas pelo canal Plantão Brasil, a residência de Eduardo Bolsonaro em Arlington, Texas, foi adquirida por aproximadamente R$ 4 milhões por meio de fundos de investimento registrados nos Estados Unidos. As investigações mostram que esses fundos receberam dinheiro público roubado do Brasil e que têm ligações diretas com o deputado. A transação ocorreu da seguinte forma:
O deputado já apresentou três versões diferentes para o caso em menos de 48 horas: primeiro negou qualquer vínculo com o fundo; depois admitiu ter sido administrador do fundo, mas negou que a casa fosse sua; por fim, recuou novamente. “Se não é sua casa, você nega. Ele não nega”, destacou a apuração. A inconsistência das declarações levou a Polícia Federal a acionar o FBI para cooperação internacional, uma vez que a lavagem de dinheiro em solo americano pode render penas de até 20 anos de prisão – sem os benefícios recursais comuns no Brasil.
Além do caso das mansões, a investigação conduzida por Flávio Dino também abrange o financiamento do filme Dark Horse, uma produção sobre Jair Bolsonaro que está prevista para ser lançada a menos de três semanas das eleições. A apuração revelou que:
O ator e ex-secretário de Cultura Mário Frias está sendo procurado pela Justiça há mais de dez dias para depor, mas não é encontrado em seu gabinete nem em seus endereços cadastrados. A Justiça considera que há “fuga” deliberada.
Outro braço da investigação envolve o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que destinou R$ 107 milhões à produtora sem licitação. O Tribunal de Contas da União já havia alertado que investimentos em fundos podres (como os do Banco Master) gerariam prejuízo certo, mas políticos de diversos estados, como o governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, insistiram em aplicar recursos – no caso de Castro, foram mais de R$ 2,4 bilhões no sistema do Banco Master.
Eduardo Bolsonaro, em sua defesa, afirmou que vive nos Estados Unidos com rendimentos de um Pix de R$ 2 milhões enviado pelo pai, Jair Bolsonaro. A alegação foi contestada pelos investigadores: com essa quantia, aplicada a uma taxa irreal de 1% ao mês (inexistente no mercado americano), o rendimento mensal seria de cerca de R$ 20 mil – insuficiente para arcar com uma mansão de R$ 4 milhões, jantares de luxo e o padrão de vida exibido pelo deputado. Além disso, Eduardo tem contas bloqueadas no Brasil, o que impede que ele movimente recursos legalmente no país.
A expectativa dos investigadores é que Flávio Dino, relator do caso no STF, promova o compartilhamento de provas com a Justiça americana. O crime de lavagem de dinheiro internacional nos EUA prevê penas severas e cumprimento integral, sem os atenuantes frequentemente aplicados no Brasil para crimes de colarinho branco. “Vai dar bem ruim”, resumiu a apuração. A família Bolsonaro e os parlamentares envolvidos podem responder por peculato, lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção ativa.
Com informações de Plantão Brasil (YouTube) ■