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Em meio ao frágil cessar-fogo entre Irã, Estados Unidos e Israel, a inteligência militar israelense emitiu um alerta contundente: o Irã já reabilitou parte significativa de seu programa de mísseis balísticos. De acordo com informações divulgadas pelo The Times of Israel, durante uma recente reunião fechada do Comitê de Relações Exteriores e Defesa do Knesset, um representante da inteligência das Forças de Defesa de Israel (IDF) informou aos ministros que Teerã tem feito progressos na restauração de elementos-chave de sua capacidade de mísseis. A avaliação, que foi apresentada em uma sessão sigilosa, não deixou dúvidas sobre a determinação iraniana em reconstruir seu poderio bélico.
Os detalhes do relatório apontam para uma capacidade de recuperação surpreendentemente rápida por parte do Irã, mesmo após uma campanha de bombardeios que destruiu milhares de alvos. A inteligência dos EUA avaliou que, se os esforços de recuperação forem concluídos, o Irã pode ter acesso a até 70% de seu arsenal de mísseis anterior à guerra e a cerca de 2.000 mísseis, de um total estimado em 2.900 projéteis antes do conflito.
A Notícia, que foi amplamente repercutida pela imprensa internacional, acendeu um sinal de alerta entre os aliados ocidentais. A preocupação central é que o Irã está usando o período de cessar-fogo para reabrir e desobstruir suas "cidades de mísseis" — uma rede de túneis subterrâneos e instalações fortificadas projetadas para resistir a ataques e permitir uma rápida recuperação operacional. A análise de imagens de satélite, citada pela CNN e pelo site especializado Kurdistan 24, mostra máquinas de construção pesada removendo entulhos das entradas de túneis que haviam sido lacradas nos bombardeios.
O alerta da inteligência militar de Israel ocorre em um momento de profunda incerteza também sobre a liderança do Irã. Contrariamente a alguns rumores anteriores, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo de longa data do país, não está morto. Fontes israelenses, confirmadas em reportagem do The Times of Israel, afirmam que ele está vivo, mas escondido desde o ataque combinado entre EUA e Israel em 28 de fevereiro, que supostamente o deixou gravemente ferido. A informação se alinha com declarações do próprio ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que, em 28 de fevereiro, afirmou à NBC News que Khamenei estava "vivo, até onde eu sei". No entanto, a confirmação oficial da morte não veio, e o aiatolá de 86 anos não aparece em público desde então.
Enquanto isso, a sucessão de poder já parece estar em curso. A imprensa iraniana, pela Agência Brasil e RFI, já se refere a Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá, como o "novo líder supremo". Sua condição de saúde, no entanto, é um mistério. Relatos dão conta de que ele também foi ferido no ataque que matou seu pai, sofrendo graves queimaduras e ferimentos que dificultam sua fala e locomoção. Em meio a essa névoa de informações, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ter recebido uma mensagem de Mojtaba Khamenei, o que indica que, de alguma forma, ele continua no comando. Em 28 de abril, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou à Fox News que não há evidências da morte do líder supremo iraniano, mas ponderou que "estar vivo e estar no poder são duas questões diferentes".
O cenário atual é o de uma paz armada. Enquanto diplomatas tentam forjar um acordo, no terreno, o Irã se rearma a olhos vistos, usando a trégua para restaurar sua dissuasão militar. A inteligência israelense, por sua vez, já sinalizou que não hesitará em agir novamente. O chefe do Mossad, David Barnea, foi taxativo: as operações no Irã continuarão "somente quando este regime radical for substituído". A combinação de um líder ferido e escondido, um sucessor incapacitado e um arsenal de mísseis sendo reabilitado cria uma mistura volátil que mantém o Oriente Médio à beira de uma nova escalada.
Com informações de Times of Israel, CNN, The Jerusalem Post, The Wall Street Journal, Kurdistan 24, Business Standard, Türkiye Today, CBN Globo, Observador, UOL, CNN Brasil, BBC, RFI, Agência Brasil, Fox News, NBC News ■