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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) emitiu, nos últimos dias, uma série de advertências contundentes aos Estados Unidos, elevando o tom na disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. A força de elite iraniana prometeu "queimar qualquer navio" que tente desafiar seu domínio sobre a via marítima, alertando que qualquer "erro de cálculo ou movimento hostil" por parte de Washington resultará em "redemoinhos mortais" para a frota americana na região.
As ameaças foram divulgadas por canais oficiais da IRGC, incluindo a agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda, e repercutiram imediatamente na imprensa internacional. O alerta mais incisivo partiu do Brigadeiro-General Ebrahim Jabbari, importante conselheiro do comandante-chefe da IRGC. Em pronunciamento veiculado pela televisão estatal iraniana, Jabbari declarou textualmente: "O Estreito de Ormuz foi fechado. Atacaremos e colocaremos fogo em qualquer navio que tentar cruzar." O general também ameaçou atingir oleodutos e afirmou que o Irã não permitirá que "nem uma única gota de petróleo" deixe a região, prevendo que o preço da commodity pode disparar para até US$ 200 o barril nos próximos dias.
Em outro movimento, o comando da Marinha da Guarda Revolucionária declarou, no último domingo (12), que "qualquer erro de cálculo ou movimento hostil" prenderá os Estados Unidos "em redemoinhos mortais no Estreito [de Ormuz]". A afirmação foi uma resposta direta ao anúncio do presidente americano, Donald Trump, que havia publicado mensagem em sua rede social determinando o bloqueio de "todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz" a partir de 13 de abril.
Contexto e escalada:
Reação dos EUA e impasse diplomático: O Pentágono classificou as ameaças iranianas de disparar mísseis e drones contra navios comerciais como "terrorismo e pirataria". Apesar do cessar-fogo de duas semanas firmado no início de abril, as negociações de paz mediadas pelo Paquistão fracassaram. O vice-presidente americano, JD Vance, anunciou que Teerã se recusou a abrir mão de seu programa de armas nucleares, inviabilizando qualquer avanço diplomático. O Kremlin, por sua vez, tem mantido canais abertos com ambas as partes, enquanto a China pediu moderação e o fim imediato das hostilidades, sem, contudo, condenar diretamente as ações iranianas.
A crise no Estreito de Ormuz já é considerada a maior crise de abastecimento energético desde os anos 1970, com efeitos cascata que vão desde a disparada da inflação global até a ameaça de racionamento de combustíveis em diversos países. A Guarda Revolucionária, que há décadas se posiciona como a principal força de dissuasão do regime dos aiatolás, parece determinada a transformar o Golfo Pérsico em um campo de batalha infernal caso suas linhas vermelhas sejam ultrapassadas.
Com informações de Valor Econômico, O Globo, RT Brasil, CartaCapital, Times Brasil, Bernama, Al-Ahram Weekly, NY Post, Times of Oman, BBC News Brasil, Reuters, Agência Brasil, CNN Brasil, Exame, UOL, Band, Sputnik Brasil, Opera Mundi, The Washington Times, Al Jazeera, The Indian Express, ING Think, Goldman Sachs, Nasdaq, Tehran Times, Tasnim News Agency, Press TV, IRNA, Anadolu Ajans?, Mehr News Agency, Iran Press, WION News, GlobalSecurity.org, Defence Security Asia, Critical Threats, Middle East Eye, The Telegraph, UPI, Spectrum Local News, Arab News, Khaleej Times, Daily Sabah, Hindustan Times, TASS, The National Interest, e Bernama-Anadolu ■