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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que Israel e o Líbano chegaram a um acordo para um cessar-fogo de dez dias, que entrou em vigor na madrugada desta sexta-feira (17) no horário local. O anúncio foi feito por meio de sua plataforma, a Truth Social, após conversas telefônicas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun. A trégua teve início às 17h do horário de Washington (18h em Brasília, 21h GMT, meia-noite de quinta para sexta nos dois países).
Detalhes do acordo e mediação americana
De acordo com a postagem de Trump, "esses dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias". O presidente afirmou que orientou o vice-presidente, J.D. Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior, Dan Caine, a trabalharem com ambas as nações "para alcançar uma paz duradoura". O governo norte-americano também divulgou o texto do entendimento, que estabelece a criação de condições para negociações de boa-fé com o objetivo de garantir a soberania e a segurança na fronteira comum. O acordo preliminar entre os governos foi costurado em Washington, representando o primeiro diálogo direto entre as duas nações desde 1993.
Posição de Israel: manutenção das tropas e "zona de segurança"
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo, mas impôs condições que geram dúvidas sobre a duração da trégua. Netanyahu afirmou que as forças israelenses não se retirarão do sul do Líbano e que manterão uma "zona de segurança" no país vizinho. Em comunicado, o premiê declarou que o cessar-fogo não impede Israel de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa e que a paz duradoura depende de duas exigências fundamentais: "Primeiro: o desarmamento do Hezbollah. Segundo: um acordo de paz sustentável, uma paz baseada na força". A decisão gerou mal-estar no próprio gabinete israelense; relatos da imprensa local indicam que membros do gabinete de segurança ficaram "chocados" ao saber do anúncio pela mídia e não por meio de uma votação formal, tendo sido convocados para uma reunião de emergência com apenas cinco minutos de antecedência.
Reação do Líbano e do Hezbollah
O presidente libanês, Joseph Aoun, falou por telefone com Trump e expressou apoio ao cessar-fogo. No entanto, a adesão do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e alvo central das operações israelenses, permanece incerta. O movimento xiita, que tem grande influência no Líbano, afirmou, por meio do parlamentar Ibrahim Moussaoui, que respeitará a trégua "desde que Israel cesse completamente as hostilidades e pare os assassinatos de seus membros". O grupo também declarou que, enquanto tropas israelenses permanecerem em território libanês, o Líbano e seu povo mantêm o "direito de resistir".
Cenário humanitário e cronograma para negociações
As autoridades de saúde libanesas informaram que os ataques israelenses no país desde o início da escalada, em meados de março, resultaram na morte de 2.167 pessoas e feriram outras 7.061. O conflito também deslocou mais de um milhão de pessoas. Apesar da trégua anunciada, minutos antes de sua vigência, foram ouvidos disparos de armas automáticas e foguetes em Beirute, embora a imprensa local tenha relatado que se tratava de "tiros para o alto" em celebração ao acordo. Ao mesmo tempo, a agência de notícias NNA informou que forças israelenses continuaram a bombardear o sul do Líbano meia hora após o cessar-fogo ter começado oficialmente.
Trump declarou que pretende convidar os líderes de Israel e do Líbano para a Casa Branca "na próxima semana ou duas" para o que seria a primeira reunião substantiva entre as duas nações desde 1983. O secretário de Estado, Marco Rubio, acrescentou que o período de cessar-fogo poderá ser prorrogado "se as negociações avançarem e o Líbano demonstrar concretamente sua capacidade de exercer sua soberania".
Com informações de G1, UOL, R7, TSF, CNN Brasil, Associated Press (AP), Reuters, Agence France-Presse (AFP), Deutsche Welle (DW), France 24, TV5 Monde, BFM TV, Sky News Arabia, Al Jazeera, Xinhua, China Central Television (CCTV), The Paper, Reuters Japão, Jiji Press, CNN Japão, Kyodo News e Bloomberg ■