Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O prazo final para filiações e definição de domicílio eleitoral, encerrado em 4 de abril, consolidou essas mudanças e definiu os principais atores da disputa de outubro, a seis meses do início oficial da campanha.
Ronaldo Caiado (PSD): O governador de Goiás deixou o União Brasil e se filiou ao PSD para viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República. A mudança ocorreu após avaliar que seu caminho estava bloqueado na antiga legenda. No PSD, disputou a indicação interna com os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR) e foi oficializado pré-candidato após a desistência deste último. Em seu discurso de lançamento, Caiado afirmou que um de seus primeiros atos como presidente seria conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Simone Tebet (PSB): A ministra do Planejamento trocou o MDB, onde militou por quase 30 anos, pelo PSB para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. A decisão atendeu a um convite direto do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Tebet, que foi candidata à Presidência em 2022, justificou a escolha de concorrer em São Paulo pela projeção política que obteve no estado naquele ano.
Sergio Moro (PL): O senador deixou o União Brasil e se filiou ao PL para concorrer ao governo do Paraná, selando uma reaproximação com o bolsonarismo. O ato de filiação, em Brasília, contou com a presença do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem Moro prometeu um palanque forte no estado. Sua chapa inclui nomes ligados à Operação Lava Jato, como os ex-procuradores Felipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
Rodrigo Pacheco (PSB): O ex-presidente do Senado trocou o PSD pelo PSB, em movimento articulado pelo presidente Lula para que ele dispute o governo de Minas Gerais. A mudança tornou-se inviável no antigo partido após a filiação do vice-governador Mateus Simões, que assumiu o governo com a renúncia de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência. Em seu discurso de filiação, Pacheco destacou sua motivação nos ideais do PSB, um partido "com história" e que "concebeu uma ideia de combater o autoritarismo".
As movimentações não se restringiram a esses nomes. Pelo menos 37 deputados federais trocaram de partido na janela partidária, que permite a mudança sem perda de mandato. O PL foi a legenda que mais cresceu na Câmara, com a adesão de 12 parlamentares, enquanto o União Brasil foi o que mais perdeu, com 11 desfiliações.
Com informações de G1, CNN Brasil, Jovem Pan, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, UOL, The Brazilian Report, The Rio Times, Valor International, Agência Brasil, Poder360, Jota, CartaCapital, IstoÉ, Gazeta do Povo, Congresso em Foco, Brasil 247, InfoMoney, Plató Brasil, O Tempo, Tribuna do Planalto, Acesso Política, Revista Oeste, e Tribunal Superior Eleitoral ■