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Em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, o governo do Irã organizou uma mobilização inédita nesta terça-feira (7). Atendendo a uma convocação feita pela televisão estatal, milhares de cidadãos formaram correntes humanas em torno de usinas de energia no país, em um ato de desafio às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump. A medida é uma resposta direta ao ultimato de Trump, que exige a reabertura do Estreito de Ormuz e promete ataques devastadores caso a ordem não seja cumprida.
Convocatória e adesão em massa
A convocação partiu de Alireza Rahimi, vice-ministro dos Esportes e secretário do Conselho Supremo da Juventude, que, em pronunciamento na TV estatal, pediu a formação de um "círculo humano" ao redor das instalações estratégicas. Rahimi convocou todos os jovens, artistas, atletas, estudantes e professores a se reunirem às 14h (horário local) em frente às usinas, descrevendo a ação como um movimento simbólico em defesa do "capital nacional".
O ultimato de Trump e o contexto de guerra
A mobilização ocorre horas antes do prazo final estabelecido por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde transitam cerca de 20% do petróleo global. O presidente norte-americano afirmou que, caso o acordo não seja selado, a Força Aérea dos EUA executará um plano de bombardeio maciço.
Histórico e reações internacionais
Esta não é a primeira vez que o Irã recorre a correntes humanas como forma de protesto e defesa civil. Em momentos anteriores de tensão com o Ocidente, a população já havia formado cordões de isolamento em torno de instalações nucleares.
Enquanto o mundo aguarda o desenrolar do prazo, as negociações de cessar-fogo mediadas pelo Paquistão fracassaram, e o Irã cortou comunicações diretas com os EUA. As autoridades iranianas ameaçaram fechar também o Estreito de Bab el-Mandeb e "deixar todo o Oriente Médio no escuro" caso suas usinas sejam bombardeadas.
Com informações de G1, CNN Brasil, UOL, Sohu, The Chosun Ilbo, 7News, Lokmat Times, The Jerusalem Post, United24 Media, Daily Sabah, RBC-Ukraine ■