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O mundo assiste com apreensão à iminência de uma catástrofe humanitária no Oriente Médio. Na manhã desta terça-feira, 7 de abril de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma nova e contundente ameaça ao Irã, afirmando que “uma civilização inteira morrerá esta noite” caso o regime iraniano não reabra o Estreito de Ormuz e aceite um acordo de cessar-fogo imediato. O ultimato, que expira às 21h (horário de Brasília), coloca o mundo em estado de alerta máximo, com a iminência de uma escalada militar que poderia envolver toda a região.
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump foi enfático: “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá.” O presidente norte-americano classificou o momento como decisivo, afirmando que “47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim” e pediu a Deus que abençoasse o “grande povo do Irã”.
A retórica de Trump foi além das palavras. Horas antes do fim do prazo, os Estados Unidos realizaram novos bombardeios contra a Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, considerada estratégica por ser responsável por cerca de 90% da exportação de petróleo do Irã.O vice-presidente J.D. Vance confirmou a ação, afirmando que os ataques visaram exclusivamente alvos militares, poupando a infraestrutura petrolífera da ilha. “Vamos atacar alguns alvos militares em Kharg, e acredito que já o fizemos”, declarou Vance, em Budapeste. “Não vamos atacar alvos de energia e infraestrutura até que os iranianos façam uma proposta que possamos apoiar.” Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, o Exército dos EUA bombardeou cerca de 50 alvos na ilha nesta terça-feira.
Israel, principal aliado dos EUA na região, também intensificou suas operações militares. As forças israelenses realizaram novos bombardeios em território iraniano, com explosões sendo ouvidas em Teerã. Uma sinagoga na capital foi completamente destruída, e o maior complexo petroquímico do Irã, responsável por metade da produção do setor no país, foi atingido. Autoridades israelenses alertaram os civis iranianos para que não utilizem trens pelo menos até a noite de hoje, sinalizando possíveis ataques à rede ferroviária.
O Irã, por sua vez, respondeu com desafio e ataques em múltiplas frentes. Autoridades da Guarda Revolucionária afirmaram ter capacidade para prolongar o conflito por pelo menos mais seis meses e ameaçaram privar os Estados Unidos e seus aliados do petróleo e gás da região “por anos”. O país também voltou a lançar ataques contra aliados dos EUA no Golfo Pérsico. A Arábia Saudita anunciou a interceptação de sete mísseis balísticos, e mísseis iranianos foram disparados em direção aos Emirados Árabes Unidos. No Curdistão iraquiano, um casal de civis foi morto pela queda de um drone de fabricação iraniana.
Enquanto a violência se espalha, os esforços diplomáticos tentam encontrar uma saída para a crise. O Conselho de Segurança da ONU deve votar uma resolução que tente assegurar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. No entanto, o texto provavelmente virá em uma versão atenuada, após a China se opor ao uso da força. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou as ameaças de Trump de destruir a infraestrutura civil do Irã, alertando que tais ações representariam uma clara violação do direito internacional.
As reações internacionais não se limitam à ONU. A Rússia, através do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, condenou as ameaças dos EUA e alertou para uma escalada no Oriente Médio, criticando a retórica beligerante de Washington como um obstáculo ao diálogo. A China também demonstrou preocupação, opondo-se ao uso da força no Conselho de Segurança e defendendo uma solução pacífica.
Este cenário de alta tensão já dura 39 dias, desde o início da guerra em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre EUA e Israel matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. As consequências humanitárias são graves. Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início do conflito, enquanto a Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos.
A crise também gerou um alerta da comunidade internacional sobre o risco de um acidente radiológico, caso usinas nucleares sejam atingidas, e a Agência Internacional de Energia (AIE) classificou a crise do petróleo e gás como “mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas”.
Com o prazo final se aproximando, o presidente Trump parece manter a porta aberta para um acordo de última hora, mencionando a possibilidade de uma “mudança de regime” no Irã. “Agora que temos uma mudança de regime completa e total — onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem — talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”, escreveu.
As próximas horas serão decisivas para o futuro do Oriente Médio e para a estabilidade global. A comunidade internacional observa com apreensão, temendo que um erro de cálculo possa desencadear uma crise de proporções ainda mais devastadoras, tanto em termos humanitários quanto econômicos.
Principais pontos da crise:
Com informações de O Globo, Folha de S.Paulo, UOL, CNN Brasil, G1, Bloomberg, Valor Econômico, Público (PT), RTP (PT), CBN, Jovem Pan, O Cafezinho, RFI, AFP, Reuters, Mehr News Agency, Fars News Agency, The Wall Street Journal, Associated Press, Agência Brasil, Deutsche Welle, CartaCapital, Operamundi, Poder360, R7, IHU Unisinos, Observador, SAPO, Veja, AERO Mag, Monitor do Oriente, GaúchaZH, AC24 Horas, Plataforma Media, Investalk, Folha de Pernambuco, Jornal do Commercio, Tribuna do Sertão, CNN Portugal ■