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Irã ataca área de manobra no aeroporto Ben Gurion e afirma ter destruído aeronaves de abastecimento
Ação com drones e mísseis atinge infraestrutura crítica de combustível em Tel Aviv; conflito entre as nações atinge novo patamar de escalada militar
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 01/04/2026

Em uma nova e significativa escalada no conflito entre Irã e Israel, as Forças Armadas da República Islâmica do Irã confirmaram a realização, na tarde desta quarta-feira (1 de abril de 2026 - horário de Tel-Aviv), de um ataque de grande porte contra o aeroporto Ben Gurion, localizado nos arredores de Tel Aviv. De acordo com comunicados oficiais iranianos, a operação visou especificamente a "área de manobra" do terminal, tendo destruido tanques de combustível e dois aviões utilizados para reabastecimento em voo (aeronaves-tanque) da Força Aérea norte-americana.

O ataque ocorre como parte de uma série de retaliações após uma ofensiva combinada dos Estados Unidos e Israel contra instalações nucleares iranianas no final de fevereiro, que resultou em baixas significativas para Teerã. A ação deste sábado foi reivindicada tanto pelo Exército iraniano quanto pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que utilizaram uma combinação de drones kamikaze avançados e mísseis balísticos para sobrepujar os sistemas de defesa da região.

De acordo com informações publicadas pela agência de notícias iraniana Mehr News e pela PressTV, os alvos não foram escolhidos ao acaso. O Aeroporto Ben Gurion, além de ser o principal hub de aviação civil de Israel, abriga infraestrutura militar essencial:

  • Tanques de armazenamento de combustível que abastecem a frota de caças da Força Aérea.
  • Aeronaves de reabastecimento aéreo (petroleiros), fundamentais para missões de longo alcance, inclusive contra alvos no território israelense.
  • Centros de manutenção da indústria aeronáutica e instalações de resposta rápida das forças especiais israelenses.

Em um comunicado citado pela agência Tasnim e pela Iraqi News Agency (INA), o Exército iraniano declarou: “Nossos drones atingiram a infraestrutura militar da entidade sionista nos territórios ocupados, incluindo tanques de combustível e a localização de aeronaves de reabastecimento de caças inimigos no Aeroporto Ben Gurion. Esta operação interrompeu seriamente o reabastecimento de aeronaves militares, as operações do aeroporto e os voos de chegada e partida”.

A fonte oficial israelense, por meio da Autoridade de Aeroportos de Israel, ainda não confirmou a extensão total dos danos materiais, mantendo o espaço aéreo nacional fechado "até segunda ordem" devido à instabilidade de segurança. No entanto, meios de comunicação internacionais, como o Times of India, repercutiram que a ação teria sido um "golpe preciso", com relatos iniciais indicando que pelo menos três aeronaves sofreram danos ou foram destruídas no setor militar do aeroporto, forçando Israel a transferir tropas e logística por meio de transporte ferroviário, uma medida que, segundo Teerã, "coloca em risco a vida de civis".

Contexto e desdobramentos

O ataque a Ben Gurion representa uma mudança tática nas operações iranianas. Diferentemente de ações anteriores, que muitas vezes se limitavam a ataques por procuração ou disparos de mísseis de longo alcance que eram amplamente interceptados, desta vez os iranianos empregaram uma técnica coordenada de saturação com drones e mísseis balísticos de última geração, como o Kheibar Shekan (também conhecido como Khorramshahr-4), um míssil com a maior carga útil do arsenal balístico do Irã.

O cenário atual é de confronto direto. A sequência de eventos recentes inclui:

  1. No final de fevereiro, EUA e Israel lançaram ataques contra instalações nucleares iranianas em Fordow, Natanz e Isfahan, com o presidente dos EUA, Donald Trump, declarando que o local de Fordow estava "destruído".
  2. Em meados de março, Israel intensificou as operações dentro do território iraniano, com a confirmação do assassinato de altos comandantes e do Ministro da Inteligência iraniano, Esmail Khatib, em Teerã.
  3. Como resposta imediata, o Irã lançou uma onda de ataques com mísseis e drones contra bases americanas na região e, agora, contra o principal aeroporto de Israel, visando o coração da capacidade aérea israelense.

As repercussões do ataque foram sentidas em todo o Oriente Médio. Países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, colocaram suas defesas em alerta máximo. O Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência, onde o secretário-geral António Guterres alertou que a região está "à beira de uma espiral descendente mortal". Enquanto os aliados ocidentais de Israel, liderados pelo Reino Unido, defenderam o direito de "aliviar a ameaça" iraniana, potências como China e Rússia condenaram veementemente a violação da soberania iraniana e os ataques a instalações protegidas pela AIEA.

Até o momento, não há relatos de vítimas civis fatais no lado israelense relacionadas ao ataque específico ao aeroporto, mas os danos à infraestrutura aeroportuária prometem causar impactos duradouros na aviação comercial e na capacidade de mobilização militar de Israel, enquanto o Irã promete continuar suas operações enquanto persistirem as "ameaças contra a nação iraniana".

Com informações de Al Jazeera, Mehr News Agency, PressTV, Iraqi News Agency (INA), Times of India, Tasnim News Agency, Agenzia Nova■

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