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Irã destrói avião espião dos EUA em ataque de mísseis e drones na Arábia Saudita
Operação de precisão contra base Prince Sultan deixa 15 militares feridos e representa duro golpe à capacidade de vigilância americana no Golfo
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 30/03/2026

O Irã assumiu a autoria de um ataque de larga escala contra a Prince Sultan Air Base, na Arábia Saudita, que resultou na destruição total de um avião espião E-3 Sentry AWACS (Airborne Warning and Control System) das Forças Aéreas dos Estados Unidos. A ação, realizada na última sexta-feira (27) e divulgada em detalhes neste domingo (29) pela mídia internacional, combinou o lançamento de seis mísseis balísticos e 29 drones, visando com precisão a aeronave de vigilância, considerada uma das mais valiosas da frota americana.

Imagens que circulam em redes sociais e foram verificadas pela agência AFP mostram os destroços da aeronave com a cauda separada da fuselagem e o característico radome (radar rotativo) destruído no chão. De acordo com o The Wall Street Journal, especialistas identificaram as marcações específicas do sistema, confirmando tratar-se de uma das aproximadamente 16 unidades da versão E-3G ainda em serviço na Força Aérea dos EUA. A aeronave, prefixo 81-0005, pertencia ao 552nd Air Control Wing, sediado na Tinker Air Force Base, em Oklahoma.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarou que a operação foi uma resposta às "ações hostis do exército terrorista americano". A base Prince Sultan, localizada a cerca de 96 km de Riad, é um hub estratégico que abriga tropas e equipamentos americanos. Este foi o terceiro ataque à instalação apenas na última semana, evidenciando uma escalada significativa nas hostilidades.

O balanço do ataque aponta para um saldo severo. Além da perda total do E-3 Sentry, cujo custo de reposição é estimado entre US$ 270 milhões e US$ 700 milhões dependendo da fonte e do modelo substituto, pelo menos duas aeronaves tanque KC-135 foram severamente danificadas. O Pentágono ainda não divulgou um comunicado oficial confirmando a extensão total dos danos materiais, mas fontes militares ouvidas pela imprensa americana admitem que o prejuízo estratégico é significativo.

No aspecto humano, 15 militares norte-americanos ficaram feridos no ataque, cinco deles em estado grave, com dois listados como críticos. Este incidente eleva para mais de 300 o número de soldados dos EUA feridos no conflito que se estende há semanas na região, com 13 fatalidades já registradas desde o início das operações em larga escala.

Analistas militares apontam que a destruição do E-3 Sentry representa um golpe de capacidade operacional para os EUA. Conforme explicou o coronel reformado John Venable ao The Wall Street Journal, a aeronave funciona como um "posto de comando voador", essencial para coordenar ataques, manter a consciência situacional e comandar o espaço aéreo em toda a região do Golfo. "É uma perda enorme. Prejudica a capacidade dos EUA de ver o que está acontecendo no Golfo", afirmou. A Força Aérea dos EUA possui uma frota envelhecida dessas aeronaves, fabricadas entre 1977 e 1992, e não há substitutos imediatos em número suficiente.

Além do ataque à base Prince Sultan, o fim de semana foi marcado por outros confrontos no ar. O IRGC reivindicou ainda a derrubada de um caça F-16 Fighting Falcon e um drone MQ-9 Reaper no sul do espaço aéreo iraniano. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) não confirmou a perda do F-16, mas publicou nas redes sociais uma imagem de um caça pousando após uma "missão de combate", sem especificar o local ou esclarecer se a aeronave sofreu danos. Analistas apontam que, mesmo sem a confirmação oficial, a combinação de eventos representa o momento de maior tensão e prejuízo militar americano desde o início das hostilidades.

O contexto geopolítico permanece explosivo. A escalada ocorre em meio a uma guerra declarada entre os EUA e o Irã, com o presidente Donald Trump estabelecendo um ultimato para 6 de abril sobre a reabertura do Estreito de Hormuz. Paralelamente, o conflito já impactou os mercados globais de energia, com o petróleo registrando altas significativas devido à interrupção do fluxo na principal rota marítima do Golfo.

A União Europeia e outros atores internacionais pedem moderação, enquanto as forças americanas continuam a receber reforços na região, incluindo o deslocamento do navio de assalto anfíbio USS Tripoli e de um contingente adicional de fuzileiros navais para águas do Oriente Médio.

Com informações de The Wall Street Journal, Fox News, Associated Press (AP), Agence France-Presse (AFP), Republic World, RT International, Air & Space Forces Magazine, Xinhua News Agency ■

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