Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
Em meio à escalada de tensões no início do ano, a Dinamarca enviou tropas de elite, suprimentos de sangue e explosivos para a Groenlândia com um plano claro: destruir as principais pistas de pouso do território autônomo para impedir um avanço militar dos Estados Unidos. A informação foi revelada pela emissora pública dinamarquesa DR, com base em entrevistas com 12 altos funcionários do governo e das Forças Armadas do país.
De acordo com as apurações, a ordem de mobilização militar datada de 13 de janeiro foi uma reação direta à operação relâmpago das forças especiais americanas na Venezuela, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Fontes de segurança dinamarquesas relataram à DR que, diante das repetidas declarações do presidente Donald Trump sobre "tomar a Groenlândia de um jeito ou de outro", a situação passou a ser tratada como um cenário real de conflito entre aliados da Otan.
Os preparativos foram realizados sob o pretexto de exercícios militares conjuntos batizados de Operação Resistência Ártica (Arctic Endurance), mas, na prática, tratava-se de uma mobilização defensiva real. Foram enviados:
Segundo uma fonte da Defesa dinamarquesa citada pela emissora pública, o objetivo era claro: "O custo para os EUA teria que ser aumentado. Os Estados Unidos teriam que realizar um ato hostil para obter a Groenlândia". Embora as autoridades reconhecessem a inferioridade militar frente à potência americana, a estratégia era forçar Washington a assumir explicitamente uma ação beligerante contra um aliado da Otan.
A crise teve seu ápice em janeiro e começou a arrefecer no dia 21 do mesmo mês, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, quando Trump descartou publicamente o uso da força para anexar a ilha. "Não quero usar a força. Não vou usar a força. Tudo o que os EUA estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia", afirmou o presidente americano na ocasião. Desde então, a Otan lançou a missão Sentinela do Ártico para reforçar a segurança na região, enquanto EUA e Dinamarca buscam um acordo diplomático que preserve as "linhas vermelhas" da soberania dinamarquesa.
Com informações de DR (Danmarks Radio), G1, BBC News Brasil, Deutsche Welle (DW), Público e Executive Digest ■