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O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (2) um aumento significativo do arsenal nuclear francês e a implementação de uma nova estratégia de defesa que envolve a colaboração com oito países europeus. A medida, batizada de "dissuasão avançada", foi apresentada em um discurso na base de submarinos nucleares de Île Longue, na Bretanha.
Macron justificou a mudança na doutrina nuclear francesa diante do atual cenário geopolítico, que classificou como um "período de ruptura cheio de riscos". O presidente afirmou que "os nossos rivais evoluíram, assim como os nossos parceiros", e que, por isso, o elemento dissuasor precisa ser "reforçado". Entre os fatores citados estão a guerra na Ucrânia, os ataques mais recentes no Oriente Médio e as dúvidas sobre o compromisso dos Estados Unidos com a segurança europeia.
De acordo com Macron, os interesses vitais da França "não terminam na fronteira" e agora incluem o continente europeu. A nova fase da política nuclear prevê:
Macron foi enfático ao afirmar que a decisão final sobre o uso das armas nucleares continuará sendo uma prerrogativa soberana do presidente da França, descartando qualquer ideia de "compartilhamento da decisão final" ou dos "interesses vitais" do país. O presidente também reiterou que a nova doutrina não representa uma corrida armamentista, mas sim um fortalecimento necessário para garantir que adversários não vislumbrem a possibilidade de atacar a França ou a Europa sem sofrer danos inaceitáveis.
Com informações de The Guardian, Folha de S.Paulo, G1, France 24, DN, Euronews, CNN Portugal, UOL ■