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Em meio à escalada militar que dura quase um mês, o governo do Irã rejeitou formalmente o plano de paz de 15 pontos apresentado pelos Estados Unidos, classificando as exigências norte-americanas como "excessivas" e "irrealistas". Em contrapartida, Teerã apresentou um conjunto de cinco condições para encerrar as hostilidades, exigindo garantias concretas e o pagamento de reparações. Paralelamente, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, emitiu um severo alerta, afirmando que o conflito "saiu do controle" e ameaça se alastrar por toda a região.
Os termos da proposta norte-americana
De acordo com relatos divulgados pela imprensa internacional e confirmados por fontes do Paquistão, que atuou como intermediário, a proposta dos EUA era baseada em um documento de 15 pontos. O plano, que nunca foi oficialmente divulgado pela Casa Branca, previa :
O porta-voz militar iraniano afirmou que os Estados Unidos estão "negociando consigo mesmos", enquanto o porta-voz da Casa Branca defendeu que os objetivos centrais dos EUA estão "muito próximos" de serem alcançados.
Contraproposta iraniana e tensão diplomática
A rejeição de Teerã veio acompanhada de uma contraproposta com cinco pontos principais, divulgada pela agência estatal Press TV. As exigências do Irã incluem :
Apesar da rejeição pública, fontes indicaram que o Irã demonstrou abertura para negociações indiretas, mas se recusa a aceitar um cessar-fogo temporário, temendo que a pausa seja usada para reforço militar inimigo. O porta-voz do Parlamento iraniano classificou as notícias sobre negociações como "fakenews" destinadas a manipular os mercados.
Alerta da ONU: "A guerra saiu do controle"
Em coletiva de imprensa realizada na sede da ONU em Nova York, o secretário-geral António Guterres fez um apelo veemente para que todas as partes interrompam a escalada militar. "Mais de três semanas depois, esta guerra está fora de controle", declarou Guterres, acrescentando que "o conflito ultrapassou os limites que até mesmo os líderes imaginavam".
O chefe da ONU destacou os impactos humanitários e econômicos devastadores, mencionando que o fechamento do Estreito de Ormuz está "asfixiando o movimento de petróleo, gás e fertilizantes em um momento crítico para a temporada de plantio global". Ele pediu que os EUA e Israel encerrem as operações militares e que o Irã cesse os ataques aos países do Golfo, que "não são partes no conflito".
Cenário de impasse e risco regional
Enquanto a diplomacia patina, os combates continuam intensos. Imagens de satélite mostram danos significativos em infraestruturas no Irã e em países vizinhos. A economia de Israel, Nir Barkat, afirmou à BBC que é "improvável" que o Irã concorde com os termos de Trump, embora tenha indicado que os objetivos militares serão alcançados "com ou sem acordo". O Paquistão e a Turquia seguem atuando como potenciais mediadores, enquanto os EUA mantêm o envio de tropas para a região.
O impasse persiste com ambas as partes mantendo posições maximalistas, elevando o risco de uma guerra prolongada ou de uma expansão do conflito para outras nações do Oriente Médio.
Com informações de BBC News, UN News, Anadolu Ajans?, The Jerusalem Post, The New York Times, Pakistan Observer■