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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a China e a Rússia estão fornecendo assistência militar ao país, em meio ao conflito aberto com Estados Unidos e Israel. A afirmação, concedida à imprensa internacional neste mês de março, coloca luz sobre o papel das duas potências no apoio a Teerã, ao mesmo tempo em que levanta questões sobre os limites desse suporte diante de uma escalada militar liderada por Washington.
Em entrevista, Araghchi classificou Pequim e Moscou como “parceiros estratégicos” e confirmou que a cooperação entre as nações abrange as esferas política, econômica e, de forma mais contundente, militar. “Tivemos uma cooperação estreita no passado, que continua até hoje, e isso inclui a cooperação militar”, afirmou o chanceler, sem, no entanto, detalhar a natureza exata do material ou suporte fornecido.
As declarações oficiais de Teerã corroboram uma série de relatos recentes da imprensa internacional, que apontam para um envolvimento mais profundo de Moscou e Pequim. De acordo com fontes de inteligência dos EUA ouvidas pela CNN e pelo The Washington Post, a Rússia tem compartilhado imagens de satélite e informações sobre a localização de tropas, navios e aeronaves americanas na região, auxiliando diretamente as operações iranianas. Além disso, há indícios de que a China estaria se preparando para fornecer ao Irã peças de reposição para veículos militares, componentes de mísseis e assistência financeira.
Apesar das evidências de um fluxo de armamentos e inteligência, analistas apontam que tanto a China quanto a Rússia estão adotando uma postura de cautela para evitar um confronto direto com os Estados Unidos. Um relatório do European Times, citado pela agência IANS, destaca que o apoio dos dois países tem sido mais “transacional do que sacrificial”. A falta de infraestrutura logística no Golfo Pérsico e o envolvimento da Rússia na guerra na Ucrânia são apontados como fatores que limitam a capacidade de intervenção militar direta de Moscou e Pequim em auxílio ao Irã.
Enquanto isso, a situação no estreito de Ormuz permanece crítica. Araghchi afirmou que o estreito continua “fechado para navios e petroleiros americanos e israelenses”, uma resposta direta aos ataques dos EUA a instalações de energia iranianas, como a ilha de Kharg. O chanceler também ameaçou atingir infraestruturas energéticas na região pertencentes a empresas americanas caso os ataques continuem.
O cenário se desenrola após uma série de ataques massivos lançados por EUA e Israel no final de fevereiro, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de outros altos oficiais militares do país, elevando o conflito a um novo patamar de violência e imprevisibilidade.
Principais pontos da cobertura:
Informações extraídas da rede social X dão conta nesta semana da chegada de um extenso comboio de 110 caminhões ao Irã, que teria partido do Tajiquistão para o país com alcunha de ajuda humanitária. Há especulações na mesma rede se o comboio, na realidade, não seja a consolidação do acordo bélico entre o Irã, a China e a Rússia.
Com informações de Lokmat Times, ????, UNN, Daily Mail, RNZ, Babel, MorungExpress, Agenzia Nova, NDTV Profit ■