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O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17) o decreto legislativo que ratifica o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O ato conclui a etapa brasileira de um tratado negociado por quase três décadas e que agora segue para os trâmites finais na Europa.
Com a promulgação, o Brasil se junta a Argentina, Uruguai e Paraguai — que já haviam aprovado o texto — e completa a ratificação por todos os países do bloco sul-americano. O novo tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, reunindo 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.
Durante a sessão solene, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, destacou o papel geopolítico do acordo: “O comércio é a chave da paz mundial. Países que negociam entre si têm mais a perder com a guerra do que a ganhar com ela. O comércio cria nações amigas, nações parceiras”. O vice-presidente Geraldo Alckmin também celebrou a medida e afirmou que “estimativas indicam impactos positivos no PIB, nas exportações e nos investimentos”.
O acordo prevê a redução gradual de tarifas e a abertura de mercados. Os principais pontos são:
Apesar da promulgação brasileira, a entrada em vigor completa ainda depende de etapas na Europa:
O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que a aplicação provisória do acordo comece efetivamente em maio deste ano, permitindo que exportadores e importadores já comecem a usufruir das novas regras antes da validação definitiva por todos os parlamentos europeus.
Com informações de Agência Brasil, CartaCapital, EFE, Senado Notícias, Buenos Aires Times, MercoPress, Verfassungsblog, Agenzia Nova ■