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Em um cenário de profundas contradições, a mesma semana em que o governo dos Estados Unidos sinalizou otimismo quanto a um cessar-fogo iminente no Irã foi marcada pelo mais intenso e coordenado ataque do Eixo da Resistência contra Israel desde o início do conflito. O presidente Donald Trump declarou em entrevista que "a guerra terminará em breve" , mas os acontecimentos no campo de batalha apontam para uma escalada significativa, colocando à prova as capacidades defensivas de Israel.
Na última quarta-feira, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã e o grupo libanês Hezbollah realizaram uma operação militar conjunta sem precedentes. Batizada de "Operação Promessa Verdadeira 4", a ação durou cerca de cinco horas e envolveu o lançamento de dezenas de mísseis balísticos de última geração, como os modelos Fattah e Kheibar Shekan, além de um grande número de drones de ataque. O alvo declarado foi mais de 50 instalações militares israelenses, incluindo bases na periferia de Tel Aviv, Haifa e Bersebá.
De acordo com fontes militares israelenses e analistas internacionais, o principal objetivo da ofensiva não era apenas causar danos significativos, mas sim testar e saturar o renomado sistema de defesa aérea israelense, o Domo de Ferro. A estratégia, que vem sendo aperfeiçoada pelo Hezbollah e seus aliados, baseia-se no lançamento maciço e simultâneo de projéteis para confundir e sobrecarregar os radares e os lançadores de interceptadores.
Apesar da intensidade do bombardeio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que os danos foram limitados. O porta-voz militar, tenente-coronel Nadav Shoshani, declarou que "não há contradição entre o fato de que diminuímos enormemente o Hezbollah nos últimos três anos e o fato de que eles ainda são uma força relevante e perigosa". As IDF confirmaram que a maioria dos projéteis foi interceptada ou caiu em áreas abertas, embora sirenes tenham soado em todo o país.
A ofensiva conjunta representa uma resposta direta à morte de líderes do Eixo da Resistência, incluindo o ex-líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e o ex-líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, agradeceu publicamente aos "lutadores da Frente de Resistência".
Como desdobramento imediato, Israel retaliou com uma nova onda de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah no Líbano, atingindo o subúrbio de Beirute e o sul do país. As autoridades libanesas confirmaram pelo menos sete mortos e dezenas de feridos.
O contraste entre o discurso político americano e a realidade no terreno evidencia a complexidade do conflito. Enquanto os EUA buscam uma saída diplomática, a dinâmica de guerra entre Irã, seus proxies e Israel parece ter entrado em uma nova e mais perigosa fase, onde a capacidade de infligir dano e a resiliência das defesas são testadas a cada hora.
Com informações de Al Arabiya English, bdnews24.com (Reuters), Chosun Media, World Israel News, The Hankyoreh, GTV News HD■