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A CPMI do INSS passou a ter como alvos nesta semana o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Parlamentares da base governista protocolaram requerimentos pedindo a convocação de ambos para prestar depoimento, além da quebra de sigilos, no âmbito das investigações que apuram um esquema bilionário de fraudes em empréstimos consignados envolvendo o Banco Master.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) solicitou a convocação de Campos Neto, alegando que o ex-presidente do BC teria agido com "leniência" para evitar a intervenção ou liquidação do Banco Master ao longo de 2024, mesmo após alertas do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) sobre práticas abusivas da instituição contra aposentados e pensionistas desde 2019. No requerimento, o petista argumenta que a postura de Campos Neto permitiu que o Master continuasse operando e "lesando beneficiários do INSS" com descontos indevidos e ofertas irregulares de consignados.
Já o governador Tarcísio de Freitas foi alvo de um requerimento assinado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), que também pede a quebra de seu sigilo fiscal. A justificativa se baseia na doação de R$ 2 milhões feita por Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, à campanha de Tarcísio ao governo paulista em 2022. Santana argumenta que é necessário investigar se há conexão entre os recursos e as fraudes nos consignados, além de possíveis relações com a privatização da Sabesp.
As investigações apontam para uma teia de relações políticas e financeiras. De acordo com depoimentos e documentos apresentados na CPMI, há suspeitas de que o mesmo grupo envolvido com o Banco Master tenha participado de processos de privatização em São Paulo, como o da Sabesp e da Emae. O nome de Carlos Piani, que presidiu conselhos da Ambipar e da Equatorial e atualmente comanda a Sabesp, foi citado como um elo entre as operações.
Além de Tarcísio e Campos Neto, parlamentares governistas também protocolaram pedidos de convocação e quebra de sigilo de outros governadores, como Romeu Zema (Novo-MG), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Cláudio Castro (PL-RJ), todos citados em investigações ou com doações de campanha ligadas a pessoas próximas ao Banco Master.
A reação da oposição e do relatório da CPMI foi imediata. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil), afirmou que é preciso analisar a "relação com os fatos" antes de aprovar as convocações e defendeu o princípio da igualdade, sugerindo que, se Campos Neto for ouvido, o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, também deveria ser chamado. Enquanto isso, a CPMI se prepara para um de seus momentos mais aguardados: o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, marcado para o dia 23 de fevereiro.
Os principais pontos dos pedidos de convocação incluem:
Com informações de Veja, Brasil 247, Revista Fórum, Diário do Centro do Mundo, Metrópoles, UOL, CartaCapital, SBT News ■