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O Banco Central do Brasil anunciou na manhã desta quarta-feira a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., com sede em São Paulo. A medida foi tomada após a instituição permanecer por mais de 60 dias sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET) sem apresentar um plano de recuperação que sanasse as graves irregularidades contábeis e financeiras identificadas em auditoria do órgão regulador.
De acordo com o comunicado do BC, o rombo nas contas do banco ultrapassa os R$ 2,8 bilhões, valor muito superior ao capital social e às reservas da instituição. As investigações iniciais apontam para um conjunto de práticas que levaram à insolvência:
O Banco Pleno atuava principalmente no segmento de médias empresas e tinha aproximadamente 340 mil correntistas, entre pessoas físicas e jurídicas. A liquidação extrajudicial implica o fechamento imediato de todas as agências e a suspensão do atendimento ao público. O Banco Central nomeou um liquidante, que assumirá a gestão dos ativos e passivos da instituição.
Para os clientes, a principal preocupação é o destino dos recursos depositados. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que iniciará o pagamento da garantia ordinária, no limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, ou por conglomerado financeiro. O processo de ressarcimento, segundo o FGC, seguirá o seguinte cronograma:
Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que clientes com aplicações em Certificados de Depósito Bancário (CDB), Recibos de Depósito Bancário (RDB) e Letras de Crédito também estão cobertos pela garantia, desde que respeitado o limite individual. Já os investidores que possuíam fundos de investimento geridos pelo banco não contam com a proteção do FGC e estão sujeitos à rentabilidade negativa ou à perda do principal, conforme a liquidação dos ativos desses fundos.
A liquidação do Banco Pleno é a primeira de uma instituição de médio porte desde 2016 e reacende o debate sobre a solidez de bancos menores e a eficácia da fiscalização do sistema financeiro nacional. O Banco Central reforçou que o Fundo Garantidor de Créditos está capitalizado e que o sistema como um todo permanece sólido.
Com informações de Banco Central do Brasil, Fundo Garantidor de Créditos, Valor Econômico, Reuters Brasil, Agência Estado ■