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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente a escalada da violência no Sudão e no Sudão do Sul, onde milhões de civis enfrentam fome, deslocamento forçado e ataques diretos. Em comunicados separados, Guterres alertou que as operações humanitárias estão sendo paralisadas pela violência e por grave falta de financiamento, colocando vidas em risco iminente .
No Sudão do Sul, a violência intensificou-se no estado de Jonglei, deslocando pelo menos 280 mil pessoas apenas neste estado e 370 mil em todo o país desde o início de 2026 . A ONU estima que cerca de 10 milhões de sul-sudaneses – mais de dois terços da população – necessitam de assistência humanitária vital . A situação é agravada por um surto de cólera .
No Sudão, o conflito que recomeçou em abril de 2023 ultrapassou a marca de 1.000 dias, criando a maior crise de fome e deslocamento do mundo . Mais de 21 milhões de pessoas enfrentam fome aguda, e quase 12 milhões foram forçadas a fugir de suas casas . Em Darfur, especificamente em El Fasher, o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU alerta para um risco crescente de atrocidades em massa com motivação étnica .
Uma característica alarmante dos conflitos é o ataque sistemático à infraestrutura humanitária e médica:
Autoridades da ONU também expressaram extrema preocupação com a retórica inflamatória de líderes militares. No Sudão do Sul, um alto oficial do exército foi ouvido instando suas tropas a "não poupar ninguém" em operações em áreas controladas pela oposição, incluindo explicitamente crianças e idosos . Especialistas classificam essa linguagem como "profundamente perigosa" e alertam para o risco de violência em massa contra civis .
A resposta internacional enfrenta uma crise de financiamento crítica. No Sudão, o PMA alerta que seus estoques de alimentos podem acabar até o final de março, e precisa urgentemente de US$ 700 milhões para manter as operações . O apelo humanitário do UNICEF para o Sudão em 2025 está 51% subfinanciado, com um déficit de cerca de US$ 483 milhões .
António Guterres apelou a todas as partes em ambos os países para que :
O secretário-geral também destacou a necessidade de uma solução política e condenou a "interferência externa" e o fornecimento de armas às partes em conflito, que comprometem as perspectivas de paz .
Com informações de news.un.org, Observador, Anadolu Agency (AA.com.tr), e UNRIC (unric.org) ■