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EUA conduzem operação militar contra células do Estado Islâmico no nordeste da Nigéria
Ofensiva com drones atinge posições do grupo terrorista ISWAP; presidente americano confirma ação e afirma que "dezenas" de militantes foram mortos
Africa
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■   Bernardo Cahue, 26/12/2025

Os Estados Unidos realizaram uma série de ataques aéreos contra combatentes do Estado Islâmico na Nigéria, conforme anunciado pelo então presidente Donald Trump. A ação representa uma escalada no envolvimento militar direto americano no combate ao terrorismo na região do Sahel e no Lago Chade.

Os ataques, executados nas últimas 48 horas, teriam como alvo específico uma facção do grupo conhecida como ISWAP (Estado Islâmico na Província da África Ocidental). Fontes do Pentágono indicam que a operação foi de "contra-terrorismo" e visou militantes que estavam se reagrupando em uma área florestal remota no nordeste nigeriano, próxima à fronteira com o Níger.

Detalhes da Operação

Informações coletadas junto a analistas e a um comunicado oficial apontam que:

  • Os ataques foram realizados predominantemente por aviões não-tripulados (drones) do tipo MQ-9 Reaper.
  • O alvo principal foi um campo de treinamento e esconderijo utilizado pelo ISWAP.
  • Estimativas preliminares das forças americanas sugerem a morte de pelo menos 30 militantes, embora números locais possam divergir.
  • Não há relatos de baixas civis ou entre forças nigerianas, segundo a versão americana.

Contexto e Reações

A Nigéria, há mais de uma década, enfrenta uma insurgência violenta do grupo Boko Haram, que posteriormente deu origem ao ISWAP, filial mais organizada e com táticas ainda mais brutais. A ação americana ocorre em um momento de aumento da pressão internacional sobre grupos jihadistas na África Subsaariana.

  1. Cooperação: O governo nigeriano, até o momento, não emitiu um comunicado oficial detalhado, mas fontes militares do país confirmaram a operação conjunta e a troca de informações de inteligência.
  2. Estratégia: Especialistas veem o movimento como parte de uma estratégia mais ampla dos EUA de "ação por procuração", fornecendo suporte aéreo e de inteligência para forças locais, sem um grande deslocamento de tropas terrestres.
  3. Precedente: Esta não é a primeira vez que os EUA atuam na região. Contudo, a publicidade dada pelo presidente na ocasião sinaliza uma intenção clara de marcar posição contra a expansão global do Estado Islâmico.

A eficácia de longo prazo de ataques pontuais, no entanto, é questionada por alguns analistas, que apontam para a necessidade de uma estratégia integrada que combata as causas profundas do recrutamento terrorista, como a pobreza e a instabilidade governamental.

Com informações de: Reuters, BBC Brasil, The Defense Post, Agência Brasil ■

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