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Os principais sindicatos ferroviários da Espanha, incluindo a UGT e a CCOO, iniciaram uma jornada de greve nesta terça-feira para exigir do governo e das empresas do setor melhorias urgentes no modelo de segurança. O protesto, que conta com ampla adesão, já levou ao cancelamento de mais de 330 trens de alta velocidade (AVE) e outros serviços de média e longa distância, causando transtornos significativos a milhares de passageiros.
Os trabalhadores do setor ferroviário argumentam que a pressão por rentabilidade e a fragmentação das operadoras após a liberalização do setor estão comprometendo os padrões de segurança. A principal reivindicação vai além de salários: eles exigem um plano de investimento massivo na renovação e manutenção da infraestrutura (vias, sinalização e sistemas elétricos) e da frota de trens.
Entre os pontos críticos apontados pelos grevistas estão:
A greve está programada em formato de paralisções parciais em diferentes janelas horárias ao longo do dia, afetando todo o país. As operadoras Renfe e Adif são as principais impactadas. Para minimizar o caos, foi estabelecido um serviço mínimo por lei, mas mesmo assim a perturbação é grande.
As consequências imediatas para a população incluem:
O Ministério dos Transportes da Espanha reconheceu a paralisação e afirmou estar em diálogo permanente com os sindicatos, mas defendeu os investimentos já realizados no setor. Enquanto isso, os sindicatos alertam que a greve pode se estender ou se repetir se não houver avanços concretos nas negociações, colocando em xeque a normalidade do transporte ferroviário no país.
Com informações de: El País, Reuters, La Vanguardia, El Mundo ■