Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Sindicatos ferroviários na Espanha deflagram greve por segurança, cancelando centenas de trens
Paralisação exige mudanças no modelo de segurança e investimentos pesados em manutenção da infraestrutura
Europa
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSijHGcIMV4O-c__LXtbdcAhnA4zs86pWr72A&s
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 09/02/2026

Os principais sindicatos ferroviários da Espanha, incluindo a UGT e a CCOO, iniciaram uma jornada de greve nesta terça-feira para exigir do governo e das empresas do setor melhorias urgentes no modelo de segurança. O protesto, que conta com ampla adesão, já levou ao cancelamento de mais de 330 trens de alta velocidade (AVE) e outros serviços de média e longa distância, causando transtornos significativos a milhares de passageiros.

Os trabalhadores do setor ferroviário argumentam que a pressão por rentabilidade e a fragmentação das operadoras após a liberalização do setor estão comprometendo os padrões de segurança. A principal reivindicação vai além de salários: eles exigem um plano de investimento massivo na renovação e manutenção da infraestrutura (vias, sinalização e sistemas elétricos) e da frota de trens.

Entre os pontos críticos apontados pelos grevistas estão:

  • Falta de investimento crônica na manutenção preventiva.
  • Envelhecimento de partes da infraestrutura ferroviária.
  • Pressão sobre os trabalhores para cumprir prazos apertados, potencialmente negligenciando procedimentos de segurança.
  • Necessidade de mais contratações para aliviar a carga de trabalho das equipes técnicas e de operação.

A greve está programada em formato de paralisções parciais em diferentes janelas horárias ao longo do dia, afetando todo o país. As operadoras Renfe e Adif são as principais impactadas. Para minimizar o caos, foi estabelecido um serviço mínimo por lei, mas mesmo assim a perturbação é grande.

As consequências imediatas para a população incluem:

  1. Cancelamento em massa de viagens de AVE, principalmente as de menor distância.
  2. Aglomeração e confusão nas principais estações, como Atocha (Madri) e Sants (Barcelona).
  3. Atrasos consideráveis nos trens que conseguem circular.
  4. Reagendamento e devolução de bilhetes, sobrecarregando os canais de atendimento.

O Ministério dos Transportes da Espanha reconheceu a paralisação e afirmou estar em diálogo permanente com os sindicatos, mas defendeu os investimentos já realizados no setor. Enquanto isso, os sindicatos alertam que a greve pode se estender ou se repetir se não houver avanços concretos nas negociações, colocando em xeque a normalidade do transporte ferroviário no país.

Com informações de: El País, Reuters, La Vanguardia, El Mundo ■

Mais Notícias