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Sindicatos internacionais realizam conferência e exigem libertação de presidente venezuelano
Entidades classistas de vários países condenam o que chamam de 'bloqueio criminoso' e interferência externa na nação sul-americana
America do Sul
Foto: https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2254194562-e1767641700336.jpg?quality=70&strip=info&w=414&h=280&crop=1
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■   Bernardo Cahue, 09/02/2026

Uma coalizão de representantes sindicais de diversos países realizou, nesta semana, uma videoconferência internacional para discutir a situação na Venezuela. O encontro, que reuniu delegados de entidades de base operária, resultou em um pronunciamento unificado exigindo a libertação do presidente Nicolás Maduro e repudiando sanções econômicas internacionais contra o país.

Segundo os organizadores, o objetivo do ato foi "dar uma resposta global da classe trabalhadora às agressões imperialistas". Os participantes descreveram as medidas coercitivas unilaterais, impostas principalmente pelos Estados Unidos e aliados europeus, como um "bloqueio criminoso" que afeta diretamente as condições de vida do povo venezuelano.

O comunicado emitido ao final do encontro incluiu os seguintes pontos centrais:

  • A exigência imediata do fim de todas as sanções econômicas e financeiras contra a Venezuela;
  • O repúdio a qualquer tentativa de intervenção estrangeira nos assuntos internos do país, sob qualquer pretexto;
  • O apoio ao processo político venezuelano e ao governo liderado por Nicolás Maduro, considerado legítimo pelos participantes;
  • Um chamado para que movimentos sociais e sindicais de todo o mundo amplifiquem a solidariedade com a Venezuela.

A videoconferência contou com a participação de sindicalistas de países como Brasil, Argentina, México, Itália, Espanha, Rússia e África do Sul, entre outros. Muitos dos oradores vincularam a defesa da soberania venezuelana a uma luta mais ampla contra o que caracterizaram como "neoliberalismo e o neocolonialismo" em escala global.

O contexto do pronunciamento ocorre em um momento de tensão política renovada na Venezuela, com aproximação das eleições presidenciais previstas e sob a manutenção de um amplo pacote de restrições econômicas internacionais que, segundo organismos de direitos humanos da ONU, têm impacto severo na população.

Críticos do governo Maduro, no entanto, não foram mencionados no comunicado sindical. A oposição venezuelana e vários governos ocidentais atribuem a crise no país a fatores internos, como má gestão econômica e alegações de autoritarismo, rejeitando o termo "bloqueio" para descrever as sanções, que definem como instrumentos direcionados para pressionar por uma mudança democrática.

Com informações de: Telesur, Brasil de Fato, Página12, Resumen Latinoamericano ■

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