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Lula brinca sobre suposto parentesco com Lampião e provoca Trump
Presidente afirmou que rivalidade poderia levar a uma 'disputa' que o Brasil venceria; encontro bilateral está marcado para março em Washington
Politica
Foto: https://questoesrelevantes.wordpress.com/wp-content/uploads/2018/04/lula-e-lampic3a3o.jpg
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■   Bernardo Cahue, 09/02/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações em tom de brincadeira, nesta sexta-feira, referindo-se ao ex-presidente dos Estados Unidos e atual candidato à reeleição, Donald Trump. Lula sugeriu que, se Trump soubesse de um suposto "parentesco" seu com o lendário cangaceiro Lampião, não provocaria o Brasil. A fala foi feita durante um evento público, mesclando humor e uma alusão à resistência e combatividade histórica.

Lampião, cujo nome verdadeiro era Virgulino Ferreira da Silva, foi uma das figuras mais emblemáticas e controversas do sertão nordestino no século XX, líder de um grupo de cangaceiros que desafiou as oligarquias e o poder estatal na região. A associação feita por Lula, ainda que lúdica, evoca um simbolismo de enfrentamento e astúcia.

Além da piada sobre o parentesco, o presidente brasileiro aprofundou a provocação, afirmando que, em uma eventual disputa direta, correria o risco de o Brasil sair vitorioso. As declarações surgem em um momento de preparação para um encontro diplomático crucial. Segundo a agenda já confirmada por ambas as chancelarias, Lula e Trump devem se reunir em Washington no próximo mês de março, para discutir temas como comércio bilateral, cooperação ambiental e a situação geopolítica global.

Analistas políticos destacam que o tom jocoso de Lula pode esconder uma estratégia de marcação de posição antes da reunião, reafirmando uma postura de autonomia e firmeza nas relações com os Estados Unidos. Especialistas em relações internacionais listam os possíveis temas sensíveis na pauta:

  • Acordos comerciais e barreiras tarifárias.
  • Cooperação em segurança e defesa.
  • Políticas ambientais e o Fundo Amazônia.
  • Posicionamentos sobre conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e a situação no Oriente Médio.

O histórico de declarações de Trump sobre o Brasil e a América do Sul é conhecido por altos e baixos, variando entre elogios ao potencial brasileiro e críticas ao que ele chamava de "políticas desvantajosas" aos interesses norte-americanos. A reação imediata da equipe de Trump às declarações jocosas de Lula ainda não foi divulgada.

Apesar do humor, a declaração foi recebida com ressalvas por parte de setores da diplomacia, que preferem evitar qualquer tipo de atrito retórico que possa criar um clima desfavorável antes do diálogo presidencial. O Itamaraty, no entanto, mantém o foco na preparação técnica da visita, que considera de extrema importância para a consolidação da parceria bilateral.

Com informações de G1, Folha de S.Paulo, CNN Brasil e Reuters ■

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