Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O governo dos Estados Unidos, através do Departamento de Estado, está desenvolvendo um plano para financiar uma rede de centros de análise (think tanks) e organizações de caridade alinhadas ao movimento MAGA do ex-presidente Donald Trump em várias capitais europeias. A informação, revelada com tom de alarme pelo jornal britânico Financial Times, aponta para uma tentativa estruturada de disseminar a ideologia política de Trump no continente. O foco inicial da operação seriam as cidades de Londres, Paris, Berlim e Bruxelas, esta última sede da União Europeia.
De acordo com fontes do jornal, a alta funcionária do Departamento de Estado, Sara Rogers, realizou uma viagem à Europa em dezembro para uma série de encontros estratégicos. Sua agenda incluiu reuniões com influentes think tanks de orientação política de direita e, de forma mais específica, negociações com figuras-chave do partido Reform UK, de Nigel Farage, para discutir a canalização de recursos destinados a promover os valores e a agenda política do movimento MAGA.
A reportagem destaca que a iniciativa não é isolada, mas se conecta a diretrizes mais amplas da política externa americana. Ela estaria alinhada com a Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada no ano anterior, que continha um apelo para o "desenvolvimento de resistência" ao atual curso político da Europa. O documento oficial americano argumenta que a migração em massa e o que descreve como "censura à liberdade de expressão" representam riscos significativos.
A perspectiva de um financiamento americano direto para grupos políticos dentro de países europeus tem gerado preocupação e críticas, sendo vista por alguns analistas como uma forma de interferência em assuntos internos e no processo democrático das nações europeias. Um dos representantes do Reform UK que se reuniu com Sara Rogers chegou a declarar ao FT: "A administração dos EUA está em uma cruzada para salvar a Europa. Eles têm uma sincera afeição pelo Reino Unido, mas acreditam que ele está ameaçado por forças sombrias que se espalham por toda a Europa".
Os principais elementos da estratégia, conforme detalhados, incluem:
A revelação ocorre em um contexto de eleições presidenciais nos Estados Unidos marcadas para novembro, onde Donald Trump é candidato, e reflete uma tentativa de projetar sua agenda política internacionalmente, consolidando bases de apoio e influência na Europa independentemente do resultado eleitoral doméstico.
Com informações de: Financial Times (conteúdo reportado originalmente pelo jornal e republicado pelo site EADaily) ■